Autor: Antonio M. F.
Tradução: Luisa Coelho
PRÓLOGO – CAPÍTULO 17
A necessidade da mudança nasce quando o Homem começa a compreender que não pode continuar a viver afastado da ordem natural sem sofrer as consequências desse afastamento. Os hábitos, as estruturas e o mundo da aparência acabam lentamente por conduzir à desordem, tornando inevitável a procura de uma outra forma de compreender a vida.
Neste capítulo, a Nova Jerusalém deixa de se apresentar apenas como uma cidade profética para se transformar numa realidade ligada ao despertar da consciência e à transformação interior do Homem.
As portas, os muros, as pedras e a luz da cidade santa passam a representar sistemas, estados e caminhos capazes de conduzir o ser humano a uma nova forma de equilíbrio. Oriente e Ocidente, ciência e espiritualidade, medicina, música, movimento e metafísica surgem aqui unidos como partes de um mesmo processo de regeneração.
A medicina tradicional chinesa, a neurofisiologia, a homeopatia, o cristianismo, o vegetarianismo, o flamenco, o taichí, o qigong, o taekwondo e a Alquinatura apresentam-se como vias destinadas ao despertar da supraconsciência e à restauração do equilíbrio perdido.
Assim, o Apocalipse deixa de se revelar apenas como destruição para passar também a manifestar-se como um processo de separação entre aquilo que afasta o Homem da vida e aquilo que o pode conduzir novamente até ela.
Entre símbolos, conhecimento e transformação, abre-se aqui um percurso que procura levar a consciência para além dos limites impostos pelo mundo comum.
CAPÍTULO 17. A NECESSIDADE DA MUDANÇA
A NOVA JERUSALÉM
“Então veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das sete últimas pragas, e falou comigo, dizendo: Vem cá, eu mostrar-te-ei a desposada, a esposa do Cordeiro”.
Apocalipse 21:9
A distância que separa o fenómeno passageiro e fatigante da vida humana do sentido eterno do processo cósmico desafia toda a conceptualização. Nele encontramos a paz e o alívio que resultam de seguir uma determinada ordem de vida.
No entanto, são muito poucas as pessoas que, unidas à sua própria natureza, conseguem interpretar deste modo este modelo de convivência com a Natureza. O exemplo mais contundente a este respeito é o vegetarianismo. Este implica afastar-se da natureza selvagem, onde o peixe grande come o pequeno, para se introduzir na natureza da metafísica, pois isso significa encontrar o nosso lugar no conjunto dos seres que compõem este contexto cósmico.
E, como indivíduos capazes de vislumbrar o plano coletivo do Verbo para conduzir a vida selvagem à vida paradisíaca sem necessidade de matar, porque quem com ferro mata com ferro morre, perante a lei da Natureza que acaba por revelar a sua verdade, as células do corpo sucumbem, pois encontram-se limitadas ao facto de se alimentarem do sangue que é a carne do outro.
Esta é a doutrina de “amarás o teu próximo como a ti mesmo”, sem excluir os mais frágeis, os teus ancestrais, que são os animais. A eles devemos a nossa existência e estamos obrigados a devolver-lhes uma vida sem temor.
Assim, o vegetarianismo faz parte de uma doutrina de vida que configura o amor para com os demais. Esta doutrina é a desposada, a esposa do Cordeiro.
“Y E levou-me em Espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade santa de Jerusalém, que descia do Céu, de Deus.”.
Apocalipse 21:10
Assim como o fogo da forja vai fundindo os metais, o fogo-verdade da alquimia funde o metal e transforma-o em ouro para alcançar o eu de uma supraconsciência. Falta, naturalmente, abstrairmo-nos de tudo aquilo que é metal, porque se oxida e morre. As células e os neurónios devem converter-se em ouro alquímico, dispostos para o eterno. E, para isso, o valor da Roda da Vida deve ser colocado em primeiro plano. A música, a educação, o desporto, a alimentação, a medicina natural e as boas relações devem seguir a senda da metafísica e converter o tálamo na grande cidade santa de Jerusalém, que descia do Céu, da mesma maneira que proclama o Pai-nosso: “Pai nosso que estais nos Céus, venha a nós o vosso reino.
“… tendo a glória de Deus. E o seu fulgor era semelhante ao de uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe, diáfana como o cristal”.
Apocalipse 21:11
Tudo se baseia na ideia de que ali onde a estrela aponta para o Céu, para o alto, representa o Tao Consciência Superior, a música, o timo e a pedra de jaspe.
Assim, o Tao Consciência Superior define o desenvolvimento de uma supraconsciência no Homem; a música representa o Verbo de Deus e o seu desenvolvimento metafísico; o timo, como principal órgão de controlo do sistema imunitário, necessário e vital para libertar o organismo de agentes patogénicos e permitir-lhe transcender; e o jaspe, como pedra preciosa, cuja estrutura cristalina possui uma vibração que serve de estímulo para a biomemória do Tao Consciência Superior, (alma do neurónio), diáfana como o cristal, limpa e transparente de interferências e estereótipos.
“Tinha um grande e alto muro com doze portas; e nas portas, doze anjos, e nomes inscritos, que são os das doze tribos dos filhos de Israel.”.
Apocalipse 21:12
Trata-se de um muro de defesa invisível que se desprende absolutamente do material e que é recebido a partir do Céu, passando do mundo metafísico ao mundo do pacto. A sua essência desdobra-se sobre uma realidade sob a forma de uma ordem onde se desenvolvem as mudanças apocalípticas. Aqui prevalecem as novas situações alcançadas através do devido cumprimento do que foi pactuado entre as forças do bem e as forças do mal. Assim, esta libertação obtém-se como fruto de se ter suportado toda a carga apocalíptica com a sua abominação desoladora.
Este versículo não se limita, de forma alguma, a expor um sistema de defesa que protege a cidade de Jerusalém, o novo tálamo do homem eleito e libertado, mas expressa as portas de entrada da cidade, dadas pela própria ação dos doze anjos, cada um deles protegendo cada um dos doze sistemas que possuímos, sobre os quais se encontram os nomes inscritos, que são os cento e quarenta e quatro mil das tribos de Israel, escolhidos desde outrora, enxertados, na sua maioria, como oliveiras bravas (gentios), na raiz primeira dos filhos de Israel.
“…. Do lado do oriente, três portas; do lado do norte, três portas; do lado do sul, três portas; e do lado do ocidente, três portas.”.
Apocalipse 21:13
Que chave é a que abre a porta para poder penetrar nessa supraconsciência celestial e talâmica, trazendo-nos o elixir da longevidade?
Estas são as doze chaves das portas da cidade santa de Jerusalém:
DO LADO DO ORIENTE, TRÊS PORTAS:
Há que viver a experiência do mundo oriental. Disso resulta unir a Natureza à consciência. A energia vital manifesta-se, e começam a mobilizar-se as energias cósmicas benéficas. Assim, emprega-se a forma certeira de fazer guerra à doença, desenvolve-se o sentido da perceção das coisas, e a vida é banhada por inteiro pelo realejo celestial que não deixa de tocar, incessantemente, a melodia da metafísica.
Estas três portas são:
- A Medicina Tradicional Chinesa no seu estado renovado.
- O Taekwondo tradicional numa nova versão técnica.
- O Tai-chi Qi-gong sequenciado.
DO LADO DO NORTE, TRÊS PORTAS
A medicina científica deve o seu desenvolvimento a muitos dos grandes cientistas desta época, colocando uma forte ênfase no conhecimento da neurofisiologia.
De todo este conhecimento científico dependerá a possibilidade de dar uma explicação fundamentada ao funcionamento da medicina chinesa e, assim, estabelecer uma metodologia científica, bem como sistemas que relacionem os pontos de acupuntura com a neurofísica. Caso contrário, o sistema energético da puntura permaneceria ancorado nos arcanos do tempo.
Um fenómeno, conhecido em farmacologia como a lei de Arndt-Schulz, afirma que a ação de uma célula aumenta ou diminui em função da intensidade do estímulo; os estímulos fracos aumentam a capacidade vital, os fortes travam-na e os exagerados eliminam-na.
É com base nesta lei que o médico alemão nascido na Saxónia, Hahnemann, estabelece a homeopatia, utilizando doses infinitesimais nos medicamentos. O carácter essencialmente qualitativo da homeopatia não reside apenas nas doses, sendo também fundamental a dinamização do medicamento. Esta transforma-o num potencial quantum, e são esses fotões que atuam no organismo. Este é o mundo quântico que os cientistas do mundo a preto e branco não sabem ver. Assim, ao mundo das cores chamam pseudociência, e esta (a homeopatia) torna-se imprescindível para algumas patologias relacionadas com a biomemória.
O enorme influxo de … que os tempos da ciência moderna trouxeram faz com que os processos para aceder a eles exijam um esforço considerável. Assim, desta maneira, levanta-se o Sol e vai-se trabalhar; põe-se o Sol e vai-se descansar. Daí resulta que, na busca do conhecimento, a vida decorre oprimida. A atenção colocada na tecnologia trouxe-nos a informática. Assim, desta forma, podemos conhecer o mundo sem sequer sair à porta de casa, proclamar a nossa informação aos quatro ventos e cultivar o conhecimento em massa.
Estas são as três portas do Norte:
- A medicina científica.
- A homeopatía.
- A informática.
DO LADO DO SUL, TRÊS PORTAS
Do sul da Europa, na antiga Grécia, surge a medicina hipocrática, vivendo hoje em dia numa conjuntura invernal, mas sem deixar de manifestar a riqueza das suas leis eternas e conceptuais, através das suas máximas hipocráticas, tão necessárias à aplicação de uma boa práxis médica. Assim, toda a metafísica da saúde gira em torno destas regras ou máximas de Hipócrates.
Também do sul da Europa surgiu a Roma eterna. A sua época de glória constitui um momento histórico que coincide com a vida de Jesus Cristo e com o nascimento do cristianismo. Roma contribuiu para a obscura passagem da crucificação de Cristo e, posteriormente, para a perseguição dos primeiros cristãos. No entanto, do mesmo modo que os perseguiu, chegou o momento em que os acolheu pela mão do imperador Constantino, abrindo assim ao mundo a porta de entrada do cristianismo.
Homens eminentes de todos os tempos professaram e defenderam o regime vegetariano: Séneca, Pitágoras, Xenofonte, Jean-Jacques Rousseau, Benjamin Franklin, Richard Wagner, Georges Cuvier, Isaac Newton, Blaise Pascal, Agostinho de Hipona, Leonardo da Vinci, Santiago Ramón y Cajal, etc. Nesta enumeração de personagens históricas vegetarianas, capazes de derrubar as vastas especulações que se fizeram em torno da dieta vegetariana, temos também o exemplo vivo de todo um país situado no sul da Ásia, a Índia, onde uma parte muito importante da população o é. Para a maioria das religiões professadas na Índia, o mais supremo da espiritualidade é o respeito pela vida (Génesis 9:3-6) e, assim, os vegetarianos erguem-se como representantes das órbitas gastronómicas dos corpos celestiais.
Estas são as três portas do Sul para entrar na cidade santa de Jerusalém:
- A medicina hipocrática.
- O cristianismo.
- O vegetarianismo.
DO LADO DO OCIDENTE, TRÊS PORTAS
É necessário que as profecias estejam em concordância com os factos históricos. Isso serve para estabelecer o fio condutor que nos conduz à verdade.
Todas as especulações são igualmente obcecadas se não tiverem um quadro de referência profético. As coisas surgem, mas importa compreender porque surgem, porque surgem aqui e não ali, porque são estes e não aqueles; quem conduz a obra e quem a espezinha; quem sofre a abominação desoladora e quem vai e vem, fala e se expressa livremente; quem se coloca do lado dos dez chifres do mundo e quem os toureia. Aí reside a obra, e aí está a profecia.
“Quem são estes que voam como nuvens, e como pombas às suas janelas? Certamente as regiões costeiras esperarão por mim, e os navios de Társis virão primeiro, para trazer de longe os teus filhos, com a sua prata e o seu ouro, ao nome de Jeová teu Deus, e ao Santo de Israel, que te glorificou”.
Isaías 60:8-9
A via vermelha está em Társis, como o relâmpago que ilumina desde o Oriente e se põe no Ocidente. Assim como os cães farejam as drogas e as doenças, também o Homem. Ou será acaso o cão mais do que o Homem? O cão usa as suas ferramentas; o Homem, as suas.
“Existem no cérebro, como vimos, dois pequenos órgãos glandulares, numa relação anatómica e fisiológica bem demonstrada: a hipófise e a pineal, que considerámos como o cátodo e o ânodo, respetivamente, do mecanismo eletroquímico que é o sistema nervoso. A primeira, francamente pulsátil, aumenta a sua atividade com os esforços mentais, chegando as suas vibrações (se nos referirmos ao centro de força ao qual corresponde), ou as suas hormonas (se falarmos em linguagem química), a despertar a atividade da pineal.
Estas duas pequenas glândulas são, aprofundando a ideia de Crookes, uma espécie de antenas recetoras e emissoras da vibração mental, através das quais se emitem e recebem pensamentos positivos (construtivos) ou negativos (destrutivos), segundo as leis de sincronização mental que regem estas operações, e cuja análise não pertence a este contexto.6
Por outro lado, as glândulas são os órgãos onde se manifestam as mais elevadas operações intelectuais do ser humano, como já intuíra Descartes ao afirmar que a pineal é a sede da alma, afirmação de que muitos sábios contemporâneos se riram, acabando a ciência por lhe dar razão.7
Eis aqui a importantíssima missão do sentido da audição, quando pensamos que existem certos acordes e sons, abundantes nos campos litúrgicos religiosos, nas obras dos grandes mestres e na articulação de determinadas palavras (os famosos mantras dos hindus e talvez as “fórmulas mágicas” dos egípcios), que possuem a particular capacidade de intensificar as pulsações específicas da hipófise (influência fisiológica puramente psíquica) nos indivíduos sensibilizados e educados para tal.
5 Crookes, numa conferência proferida em 1886, em Birmingham, expôs a ideia de que, em alguma parte do cérebro, poderia existir algum órgão capaz de receber vibrações ainda não percetíveis pelos instrumentos, cuja existência explicaria a transmissão do pensamento e os numerosos casos de coincidências à distância.
6 A arenilha observada a revestir a pineal viria a ser, para os fenómenos mentais, aquilo que o radiocondutor de Branly-Marconi é para as ondas hertzianas. A arenilha pineal, tal como as limalhas de prata do radiocondutor, orienta-se pela oscilação vibratória, deixando passar a corrente correspondente, uma vez vencida a sua resistência.
7 É sabido que a pineal está simbolizada no clássico “terceiro olho” dos ciclopes mitológicos; e a manifestação das suas funções não deixou de ser expressa pelos artistas de todos os tempos nesses halos ou feixes de luminosidade que envolvem a cabeça dos santos ou dos seres espiritualmente elevados. E isto desde os tempos mais remotos, o que nos comprova o conhecimento arcaico das funções da pineal.
Curso de medicina natural en cuarenta lecciones (Eduardo Alfonso)
Aqui, a cinesiologia americana revela-se-nos como um elemento básico através dos testes musculares para poder aceder ao diagnóstico da doença. A partir disto, a Alquinatura, em Társis, desenvolveu outros métodos mais subtis para poder testar e, com a mesma naturalidade com que percebemos acontecimentos antes de nos darem a notícia (“eu sabia que algo tinha acontecido”), como exemplo claro da existência de uma consciência coletiva, existe também uma consciência coletiva médica que se desenvolveu dentro do contexto da Alquinatura com o fim de obter um diagnóstico certeiro.
As armas mais belas são os sons musicais e as danças compassadas. Elaborar todo um sistema tático e estratégico capaz de fazer frente às desordens funcionais do organismo e acabar com elas é a graça que Deus concede à gente de Társis. E, da mesma maneira que, quando os apóstolos perguntam ao Nazareno onde estava o reino, este lhes responde: “O reino está na Terra e os homens não o veem”, também o reino da música está em Társis, e as pessoas tampouco o veem. O flamenco chega onde nenhuma música consegue chegar. Aqui, as penas transformam-se em alegrias e as alegrias podem transformar-se em penas. O sentido grosseiro transforma-se em refinado, e este passa a caminhar pela simplicidade. A metafísica do Verbo encontrou aqui a sua casa, procurando os caminhos celestiais. A natureza do flamenco, com os seus cânones, é a magia que origina os desbloqueios da biomemória dos neurónios-mãe que controlam as funções do nosso organismo.
Estas são as três portas do ocidente:
- A Tarsis de Isaías.
- O teste alquinaturista.
- O flamenco.
“E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e sobre eles os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro”.
Apocalipse 21:14
Este muro é eficaz graças à obra levada a cabo pelos doze apóstolos. Este é o sustentáculo mais útil para construir o edifício do cristianismo e penetrar na magia do Apocalipse, podendo assim libertar-nos das garras de Satanás.
“Aquele que falava comigo tinha uma cana de medir, de ouro, para medir a cidade, as suas portas e o seu muro”.
Apocalipse 21:15
Quando a transformação das coisas atinge níveis muito elevados e puros, estamos a falar, metaforicamente, do ouro alquímico. Medir a cidade significa medir que mudança de consciência nela se produziu, como se desenvolvem as suas portas e como apreendemos a semente dos mensageiros do Nazareno.
“A cidade estava situada em quadrado, e o seu comprimento era igual à sua largura; e ele mediu a cidade com a cana: doze mil estádios; o seu comprimento, a sua altura e a sua largura eram iguais”.
Apocalipse 21:16
Aqui encontramos a forma como, na Alquinatura, se expõe a neurofisiologia, sob a forma de quadros ou eixos que constituem uma estrutura com toda a engrenagem de órgãos que compõem um sistema.
O comprimento e a largura são termos figurados que representam a base natural da localização anatómica do tálamo.
‘E mediu a cidade com a cana: doze mil estádios”: se um estádio tem 180 metros, isso dá-nos uma dimensão de 2160 km. Na realidade, trata-se de estabelecer o perímetro onde se encontram os selados, ou as pessoas que acedem à cidade de Jerusalém, estabelecendo como núcleo ou ponto de partida a cidade de Sevilha, lugar onde nasce a cidade-esposa-Alquinatura.
Distâncias entre Sevilha e algumas cidades europeias e países:
- Roma 1656 Km
- Berlín 2246 Km
- Viena 2172 Km
- Munich 1858 Km
- Londres 1633 Km
- Insbruck 1956 Km
- Israel 3115 Km
“E mediu o seu muro: cento e quarenta e quatro côvados, medida de homem, que é a de anjo.”
Apocalipse 21:17
A medida de um côvado é de 1,8 metros. Se o multiplicarmos por 144 côvados, isso dá-nos 259,2 metros. Este é o número de Tao Alquímico necessário, no mínimo, para a autogestão do Sistema Energético da Puntura. A partir daqui, deixa de ser necessário aplicar pontos de acupuntura, porque o nosso sistema de Tao Alquímico se gere por si só. É assim que se estabelece a nossa defesa, a autogestão perante as doenças, o nosso muro. Há que esclarecer que este sistema se desenvolve através do estudo da Alquinatura.
“O material do seu muro era de jaspe; mas a cidade era de ouro puro, semelhante a vidro limpo.”
Apocalipse 21:18
Já falámos, no versículo 11, do significado do jaspe e da sua correlação com o Tao Consciência Superior. É por isso que o muro, a capacidade de autogestão, se relaciona com o desenvolvimento do Tao ou da consciência. A partir daqui, a cidade tornar-se-á de ouro limpo. A maquinaria não parará nem de dia nem de noite para transformar o metal neurofisiológico em ouro, o que é medida de anjo.
“… E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados com toda pedra preciosa. O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira; o terceiro, ágata; o quarto, esmeralda; o quinto, ónix; o sexto, cornalina; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo, ametista.”
Apocalipse 21: 19-20
Aquilo a que aqui se chama muro não é mais do que a defesa contra as doenças; e os fundamentos, um mecanismo ou sistema, 9TCS Eixo F, que as prioriza no tratamento e transmite a informação ao 9TCS Eixo D Alquímico para que este a execute.
Do mesmo modo, cada uma das doze pedras preciosas corresponde aos doze sistemas energéticos que imperam no organismo. Cada uma destas gemas possui uma estrutura cristalina que emite vibrações muito subtis e que, colocadas sobre um ponto de puntura do nosso sistema energético, servem para ativar e desbloquear qualquer incidência sofrida no 9TCS Eixo F do Controlo da Prioridade no Tratamento e o seu posterior traslado ao 9TCS Eixo D Alquímico, para que a defesa da cidade seja executada.
“As doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola. E a rua da cidade era de ouro puro, transparente como vidro.”
Apocalipse 21:21
A transformação do organismo através das atividades de cada uma das portas que mencionámos anteriormente pode ser afetada.
Existe todo um sistema capaz de perceber o estudo e o desenvolvimento destas atividades e de os transformar numa determinada vibração que beneficiará e potenciará a ação de outros sistemas fundamentais para a metafísica do Homem, traduzindo-se isso na construção da cidade santa, a nova Jerusalém.
Por vezes, pode haver uma desordem neste sistema e a vibração que deveria emitir não se manifesta. É então que entram em ação as doze pérolas. Cada uma delas possui uma estrutura cristalina que emite uma vibração muito subtil e que, colocada num ponto do sistema energético, resolve a desordem vibracional.
9TCS – Eixo C, Catalisador das atividades das doze portas e benfeitor metafísico do desenvolvimento da consciência: a cidade santa da nova Jerusalém.
Quadro das atividades das doze portas, do sistema que delas beneficia e da pérola preciosa que corrige a desordem.
ELEMENTOS DA SUPRACONSCIÊNCIA
- Supraconsciência da GENIALIDADE:
- Supraconsciência dos SENTIDOS:
- Supraconsciência da ORDEM:
- Supraconsciência do SER
- Supraconsciência da METAFÍSICA:
- Supraconsciência das SEIS JANELAS DO CÉU:
“E nela não vi templo, porque o Senhor Deus Todo-Poderoso é o seu templo, e o Cordeiro.”.
Apocalipse 21:22
A ubiquidade expressa-se assim. Não existe, literalmente, templo algum, pois o templo de Deus e do Cordeiro é o tálamo, a cidade santa, a nova Jerusalém, o Céu.
“A cidade não necessita nem de sol nem de lua para nela brilharem, porque a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua luz.
E as nações que houverem sido salvas andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra.
As suas portas nunca se fecharão de dia, porque ali não haverá noite.
E para ela levarão a glória e a honra das nações”.
Apocalipse 21:23-26
A lei da Natureza manifesta-se em todos os fenómenos, e a cidade de ouro, puro e transparente como o vidro, é a raiz de todo o conhecimento. A sua luz brilha desde as altas esferas da sua supraconsciência, pela mão do Senhor Todo-Poderoso e do Cordeiro, e não necessita da luz do mundo (nem de Sol nem de Lua). A nova consciência serve-se do seu próprio desenvolvimento e as nações salvas e os reis andarão à sua luz.
“Não entrará nela nenhuma coisa imunda, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.”.
Apocalipse 21:27
A roda da vida tinha-se detido no Céu, e isto constitui o supremo e o último, sempre elevado acima da trivialidade e do mundano.
“Depois mostrou-me um rio puro de água da vida, resplandecente como cristal, que saía do trono de Deus e do Cordeiro.”
Apocalipse 22:1
A essência da vida depende dos ganhos em sabedoria, arte, erudição e conhecimento. Desta forma, aquilo que nos chega do trono de Deus e do Cordeiro através do mundo exterior converte-se numa via para alcançar o eterno.
O rio puro de água da vida é a energia inacessível e mágica que constitui o núcleo da natureza da alquimia. Trata-se de uma energia que recupera e mantém a carga dos átomos. Estes são como microbaterias que podem durar entre cem e cento e vinte anos. Uma vez que o átomo perde a sua carga, o eletrão cai no núcleo e a vida termina.
A perda da carga nos eletrões, protões e neutrões determina a génese da doença e o seu posterior ocaso. Com o sistema energético da puntura procura-se injetar carga (fotões) nos átomos e, por conseguinte, recuperar a carga atómica e, por efeito, a saúde.
No entanto, toda a metafísica da vida está edificada em torno da duração do átomo e, uma vez que o átomo cumpre o seu ciclo, tudo termina.
Fora deste contexto encontra-se o rio puro de água da vida, que se eleva infinitamente acima de todas as coisas, disposto a dar continuidade ao átomo e à própria vida.
“No meio da rua da cidade, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando em cada mês o seu fruto; e as folhas da árvore eram para a cura das nações.”
Apocalipse 22:2
Deus serve-se da Árvore da Vida para projetar esta energia da água da vida. Esta é a recetora deste rio, que produz doze frutos, dando em cada mês o seu fruto.
Estes doze frutos representam os diferentes sistemas que imperam no organismo e que se encontram determinados por ciclos horários e mensais, em relação com a interação da Terra com o Sol e o Cosmos.
Assim, as atividades das Seis Janelas do Céu, ao longo do ano, conferem uma variante específica a cada mês, marcando cada um dos doze frutos e permitindo a recetividade do rio puro de água da vida com um espectro distinto em cada mês, de modo a nutrir os átomos de cada um dos doze Sistemas de Órgãos que compõem o nosso organismo.
‘E as folhas da árvore eram para a cura das nações.’ Estas folhas representam cada uma das doze vias do rio de água da vida que penetram em cada um dos sistemas para carregar os seus átomos: a cura das nações. E isso é permitido através de um sistema que canaliza esta energia: o 12 TCS – Eixo D da Metafísica.
Aqui, o verdadeiramente importante é saber que este sistema é recetor dessa energia à medida que são praticadas, em cada mês e de forma diferente, as atividades das Seis Janelas do Céu, dando cada mês o seu fruto.
É por isso que, graças à Árvore da Vida, podemos obter esta energia que permite que a vida seja eterna. E, por outro lado, comer do fruto das Seis Janelas do Céu, no que respeita ao seu tecnicismo, à sua sequência e à sua forma de execução, desenvolve também os arquétipos da metafísica e, ao mesmo tempo, a prática destas atividades desenvolve uma série de sistemas fundamentais num organismo disposto a transcende.
9 TCS-Eixo D Controlo da Metafísica
Desenvolvimento e manutenção funcional orgânica com as Seis Janelas do Céu:
- Flamenco sequenciado:
- Células em fase G0 (8 TCI).
- Recetores do organismo (2 TCI).
- Mapa somatotópico de desordens (8 TCS).
- Biomemória de neurónios-mãe (1 VM).
- Espírito da Natureza e Espírito Vital (potenciador funcional de vários sistemas).
- Tai-chi sequenciado:
- Recetores do Sistema Energético da Puntura (2 TCI).
- Tronco genético (7 TCI).
- Instrumento flamenco sequenciado (guitarra, piano, harpa, violino: do palo do mês):
- Recetores do Tao Frequenciador (TF).
- Controlo da transcrição (8 TCI).
- Taekwondo (Tao-Do sequenciado):
- Recetores hormonais: da neuro-hipófises, sistema nervoso simpático e parassimpático, hipotálamo.
- Controlo do Sistema Energético da Puntura (4 TCI).
- Controlo das neurotrofinas para o Sistema Energético da Puntura (1 TCI).
- Baile flamenco (‘palo’ do mês):
- Recetores da expressão estética, mental e do estado fisiológico.
- Células da neuroglia (3 TCI).
- Qi-Gong:
- Sistema imunológico (10 TCI).
- Controlo hormonal (9 TCI).
Ciclo horário dos doze sistemas do organismo
A puntura deve ser aplicada segundo este ciclo horário para se obter 100% de efetividade.
A ter em conta:
- Horário de inverno: até ao último domingo de março.
- Horário de verão: até ao último domingo de outubro.
“E não haverá mais maldição; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos O servirão”.
Apocalipse 22:3
Resulta significativa a via que conduz ao Céu e a forma como esta pode ser tão estreita e árdua, cheia de um sofrimento quase permanente.
No entanto, esta realidade sofrida nada tem que ver com os processos inerentes a uma reconversão alquímica, mas sim com uma maldição levada a cabo pelos governadores das trevas na sua incessante guerra para abortar todo o processo evolutivo e metafísico. Assim, a essência desta revelação apocalíptica trará consigo o cumprimento deste pacto perante as forças do mal, e isso significa tornar-se livre de toda a maldição.
“E verão o Seu rosto, e o Seu nome estará nas suas frontes”.
Apocalipse 22:4
Aqui, o mundo das especulações tem os dias contados, porque chegou o momento de regressar a casa e de deixarmos de estar perdidos no tempo. Tudo isto graças ao desaparecimento do vazio existencial acerca de quem fomos e de onde viemos.
Assim, todo aquele que viva essa experiência pode dizer-se que traz o selo de Deus na sua fronte.
“E ali não haverá mais noite; e não terão necessidade de luz de lâmpada, nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os iluminará; e reinarão pelos séculos dos séculos”.
Apocalipse 22:5
O SÉTIMO ANJO E A SUA TAÇA DA IRA
“O sétimo anjo derramou a sua taça pelo ar; e saiu uma grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito”.
Apocalipse 16:17
Isto indica o caminho de saída. Então deixaremos de ver o mundo açoitado pela iniquidade e contemplaremos como nascem e amadurecem os autocastigos em resposta às maldades, às blasfémias e às injustiças.
“Então houve relâmpagos, vozes e trovões, e um grande tremor de terra, um terramoto tão grande como jamais houve desde que os Homens estão sobre a terra.”
Apocalipse 16:18
Desta forma, a via vermelha começará a alcançar as pessoas, e aquilo que antes parecia uma forma de vida baseada na coerência começará agora a ser visto como algo aberrante.
É uma realidade que não pode falhar, porque a entrada do Juiz nas nossas vidas está consolidada.
Então haverá:
- ‘Relâmpagos’: luzes.
- ‘Vozes’: manifestações que se erguerão.
- ‘Trovões’: fazem eco na sociedade.
- ‘Grande tremor de terra’: aqui, os homens de natureza terra, aqueles que se deixaram arrastar pela corrente do mundo, são confrontados com novas conceções de formas de vida que abalam os seus fundamentos.
- ‘Um terramoto’: aqui alude a um grande movimento ou mudança na sociedade.
“E a grande cidade foi dividida em três partes, e as cidades das nações caíram; e a grande Babilónia veio à memória diante de Deus, para lhe dar o cálice do vinho do ardor da Sua ira.
E toda a ilha fugiu, e os montes não foram achados”.
Apocalipse 16:19-20
Já chegou o grande terramoto que tudo penetra. E a grande cidade, ou modelo social que sustenta o mundo, é dividida em três partes. Por um lado, o Céu, ou as pessoas que seguem a ordem natural das coisas e que começam a adquirir notoriedade; por outro lado, a gente terra, que começa a olhar para o Céu; e, por último, a gente água, que sustenta os poderes fácticos no seu afã de lutar contra a mudança.
‘E as cidades das nações caíram”: aqui vemos como os hábitos e as leis (“cidades”) entram em colapso nas nações, e a grande Babilónia se prostra diante de Deus. Aí temos aqueles que construíram a torre de Babel para chegar ao Céu, para alcançar o conhecimento e atingir o eterno sem as regras do Céu: a grande ciência cega, sem uma consciência que a ilumine, aquela que torna os Homens excessivamente materialistas e lhes arrebata a alma, afastando-os da ordem natural.
E entregarão a Deus o cálice do ardor da Sua ira. Aqui, a metáfora do vinho é representada como uma doutrina associada à irmandade e ao sangue, e que Cristo manifesta na Santa Ceia, quando oferece aos apóstolos o cálice do vinho e lhes diz: “Bebei do Meu sangue”, como símbolo da Sua doutrina.
Deste modo, a grande Babilónia oferece o vinho do ardor da ira de Deus, porque chegou o momento do castigo pela sua iniquidade.
‘E toda a ilha fugiu’, ou desapareceu. O panorama já mudou. Já não se vê a terra rodeada pela água nem dominada por ela.
‘E os montes não foram achados’: já falámos, em capítulos anteriores, que o monte simboliza o encontro com Deus, o monte Sião onde Moisés se encontra com Deus para receber as Tábuas da Lei, ou Sião representado na figura de David, como homem escolhido para dirigir o reino de Deus aqui na Terra.
Quando aqui se diz ‘e os montes não foram achados’, faz-se referência aos falsos montes, aos falsos deuses e às falsas doutrinas afastadas dos arquétipos da moral.
“E caiu do céu sobre os Homens uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os Homens blasfemaram contra Deus por causa da praga da saraiva, porque a sua praga foi sobremaneira grande.”
Apocalipse 16:21
A metáfora da saraiva é a água congelada. Através das pragas vemos como os homens água são abatidos e congelados.
No entanto, aqueles que antes adoravam Deus agora blasfemam contra Ele. Assim, o Deus verdadeiro possui três tesouros: o primeiro, a justiça; o segundo chama-se “amar o próximo como a si mesmo”; e o terceiro é o amor à Natureza.

