Autor: Antonio M. F.

Tradução: Luisa Coelho

PRÓLOGO — CAPÍTULO 15

O que até agora se revelou como transformação começa, neste capítulo, a manifestar o seu ritmo.

Os acontecimentos deixam de surgir de forma dispersa e passam a integrar uma ordem natural, onde cada manifestação responde a um tempo próprio e a uma lei que se cumpre com precisão. Nada se antecipa, nada se atrasa, tudo acontece quando deve acontecer.

Este ritmo manifesta-se no Homem a nível orgânico, na consciência e na sua forma de viver, revelando, sem disfarce, aquilo que foi sendo construído ao longo de todo o processo e tornando visível o que até então permanecia oculto.

É neste ponto que tudo ganha outra dimensão.

Assim, compreender o ritmo dos acontecimentos é compreender que a vida não se conduz pela vontade do Homem, mas pela incorporação progressiva das leis que se vão revelando. É reconhecer o momento em que cada coisa se manifesta e perceber que aquilo que surge já estava inscrito num plano mais profundo. A transformação acontece à medida que essas leis são integradas. E é nesse processo que tudo se organiza, se revela e se cumpre.

CAPÍTULO 15 – O RITMO DOS ACONTECIMENTOS

A MENSAGEM DOS TRÊS ANJOS

Vi voar pelo meio do céu outro anjo, que tinha o evangelho eterno para o anunciar aos habitantes da terra, a toda a nação, tribo, língua e povo”.

Apocalipse 14:6

Certas causas externas contribuíram para limitar a difusão deste livro, O Reino da Vida. O pacto apocalíptico restringia a sua expansão ao meio dos alquinaturistas e pouco mais.

Uma parte da consciência é a sede do desejo, dirigida às realidades externas, que podem enriquecer o desenvolvimento de cada pessoa. Contudo, na sua forma atual, incute no indivíduo uma visão gerada sob a influência de forças satânicas. Aqui, o anjo que voa pelo meio do céu molda as circunstâncias e transforma-as, e faz circular o evangelho eterno para o implantar na consciência do desejo, fazendo com que seja anunciado a toda a nação, tribo, língua e povo.

 

“Dizendo em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas”.

Apocalipse 14:7

 

O anjo apresenta um Deus com regras, “temei”, e disposto a aplicar a sua doutrina, que se traduz em glória, promovendo uma nova ordem onde se proclamam a justiça e a moral como ideais elevados. Por outro lado, revela o extraordinário caráter espiritual de Deus. E o exemplo mais contundente é a sua obra da criação. Fez:

  • Os céus: a predisposição do Homem para uma nova consciência.
  • A terra: a sede que luta pelo devir e nos liberta do mal.
  • O mar: permite o fenómeno de atuar contra o mundo dos patógenos.
  • As fontes das águas: daqui se deduz a capacidade de eliminar os estereótipos da moral.

 

“Outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilónia, a grande cidade, porque deu a beber a todas as nações do vinho do furor da sua fornicação”.

Apocalipse 14:8

 

O ser humano encarna assim a sua vida. A sua natureza manifesta-se, fluindo no mundo das coisas materiais. Limita-se a evitar a empatia, purifica-se na vaidade e prostitui as ideias, situando-se num nível inferior ao das coisas reais.

 

“E o terceiro anjo seguiu-os, dizendo em grande voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem, e receber a marca na sua fronte ou na sua mão”.

Apocalipse 14:9

 

Nenhum conhecimento místico, filosófico ou doutrinal é capaz de nos levar a libertar-nos da marca da besta. A base para essa libertação consiste em levar uma vida alheia ao mundo, e a essência de tudo isto reside em não escutar música mundana, ser vegetariano, recorrer a terapias alternativas, evitar o uso de fármacos e vacinas e não apoiar opções políticas ultraliberais.

 

“Também este beberá do vinho da ira de Deus, que foi derramado puro no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e do Cordeiro”.

Apocalipse 14:10

 

As causas originais de onde surgem os estereótipos são os maus hábitos e a vacuidade que caracteriza a falta de empatia para com os outros. Assim, tudo isto põe em perigo a continuidade do fenómeno humano e é por isso que serão atormentados com fogo e enxofre diante dos santos Anjos e do Cordeiro. O fogo, que simboliza a verdade, os bons hábitos, os arquétipos e o amor ao próximo; e o enxofre, como um depurador das maldades e dos estereótipos, do mesmo modo que atua no fígado como depurador de toxinas e substâncias tóxicas.

 

“E o fumo do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos. E não têm repouso, nem de dia nem de noite, os que adoram a besta e a sua imagem, nem aqueles que recebem a marca do seu nome”.

Apocalipse 14:11

 

A contemplação pura que se encontra na obra da via vermelha, da qual surge o Céu, será testemunha dos misteriosos processos vitais e da iluminação que o homem novo receberá. E a sua grandeza reside em penetrar na comparação com o homem velho do mundo. Este é o fumo que atormenta pelos séculos dos séculos..

 

“Aqui está a paciência dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”.

Apocalipse 14:12

 

Poucas doutrinas poderiam resistir aos embates da abominação desoladora por parte do diabo se não existir uma convicção clara e definida. Sucede que os hábitos e as mudanças de vida fazem, ao mesmo tempo, mudar as pessoas. Não há, portanto, nenhuma doutrina que seja boa se não for acompanhada de bons hábitos de vida. Estes são os mandamentos de Deus, conduzidos pela Roda da Vida, que levam ao nascimento e ao fortalecimento da fé de Jesus, a qual consiste em desprender-se da trivialidade e penetrar nas misteriosas profundezas do conhecimento do Céu. Aqui está a paciência dos santos.

 

“Ouvi uma voz que, desde o Céu, me dizia: Escreve: Bem-aventurados, desde agora, os mortos que morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, descansarão dos seus trabalhos, porque as suas obras os acompanham”.

Apocalipse 14:13

 

Este versículo respira a corrente espiritual que vai marcando o desenrolar dos acontecimentos. O facto de as pessoas desvalorizarem ou ignorarem o novo relato divino pouco importa no Céu. Este já o contemplava, assim como contempla aquele que se sente fracassado no seu relato e, por isso, morto. No entanto, são bem-aventurados os que morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, sim, diz o seu poder, eles descansarão dos seus trabalhos, mas as suas obras continuam com eles, porque o plano divino segue o seu curso.

 

A MENSAGEM DOS TRÊS ANJOS

 “Depois olhei, e eis que o Cordeiro estava de pé sobre o monte de Sião, e com Ele os cento e quarenta e quatro mil, que tinham o nome d’Ele e o de seu Pai escrito na fronte”.

Apocalipse 14:1

 

Ao longo da história apocalíptica, o elemento vital mais importante é não sucumbir à vaga de demónios lançados pelo dragão e pelos seus anjos e, por isso, manter-se de pé.

esta altura do Apocalipse, a espada de David, a cidade de David e o monte Sião resistiram pela mão do Cordeiro, o que permite passar à ação seguinte: selar com o nome d’Ele e o de seu Pai os cento e quarenta e quatro mil. O seu fundamento consiste em proporcionar-lhes o único ponto de vista válido, que lhes permita contemplar a realidade do que é celestial, sem deixar de discernir o que é verdade e o que é mentira. Assim, o selo na fronte não é mais do que a metáfora de saber seguir o caminho do que é real e verdadeiro.

 

“E ouvi uma voz do Céu como o estrondo de muitas águas e como o som de um grande trovão; e a voz que ouvi era como a de harpistas que tocavam as suas harpas”.

Apocalipse 14:2

 

O preço a pagar por uma glória sem medida e de duração eterna é, muitas vezes, o caminho do sofrimento, porque o diabo tem nas suas mãos os fios que movem tudo. Da sua mão dependem, invariavelmente, a recompensa ou o castigo: recompensa para os que seguem os critérios da besta, o mundo dos 666; e castigo para os que não podem comprar nem vender, por estarem fora do sistema. Esta é a fonte exclusiva de todos os males e constitui o modo de atuação do diabo.

A voz do Céu, como o estrondo de muitas águas, indica-nos o estrondo de numerosas desordens funcionais (água) no organismo, provocadas pela serpente, Satanás, contra o lugar santo. No entanto, chegado o momento, haverá o som de um grande trovão, que não é senão as vibrações de uma voz de harpistas que tocavam as suas harpas. Trata-se aqui de pôr ordem na biomemória dos neurónios talâmicos que abrangem o Tao Consciência Inferior, TCI, que rege todos os processos neurofisiológicos vitais para o funcionamento da vida.

No seu estado puro, a natureza desta biomemória brilha como as estrelas, emitindo luzes (informação) que preenchem o espaço da grande cidade que é o organismo. E assim, o organismo resplandece com um grande esplendor saudável.

 

“E cantavam um cântico novo diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender o cântico senão aqueles cento e quarenta e quatro mil que foram redimidos de entre os da terra”.

Apocalipse 14:3

 

O influxo da voz do harpista é o mesmo de David quando cantava e tocava harpa para afugentar os demónios do rei Saul.

 

“O Espírito de Jeová retirou-se de Saul, e um espírito mau da parte de Jeová atormentava-o. E os servos de Saul disseram-lhe: Eis que agora um espírito mau da parte de Deus te atormenta. Diga, pois, o nosso senhor aos seus servos que estão diante de ti que procurem alguém que saiba tocar harpa, para que, quando estiver sobre ti o espírito mau da parte de Deus, ele toque com a sua mão, e tenhas alívio.

E Saul respondeu aos seus servos: Procurai-me, pois, agora, alguém que toque bem e trazei-mo.

Então um dos servos respondeu, dizendo: Eis que eu vi um filho de Jessé, de Belém, que sabe tocar, é valente e vigoroso, homem de guerra, prudente nas suas palavras, e formoso; e Jeová está com ele.

E Saul enviou mensageiros a Jessé, dizendo: Envia-me David, teu filho, o que está com as ovelhas.

E Jessé tomou um jumento carregado de pão, uma vasilha de vinho e um cabrito, e enviou-o a Saul por meio de David, seu filho.

E, vindo David a Saul, esteve diante dele; e este o amou muito e fez dele o seu escudeiro.

E Saul mandou dizer a Jessé: Rogo-te que David fique comigo, pois encontrou graça aos meus olhos.

E, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, David tomava a harpa e tocava com a sua mão; e Saul encontrava alívio e ficava melhor, e o espírito mau afastava-se dele”.

David toca para Saúl – 1 Samuel 16:14-23

 

As alterações funcionais de um organismo que sofre são o reflexo de uma biomemória sujeita à interferência de demónios, levando-a a sucumbir e impedindo-a de cumprir o objetivo de dirigir os processos vitais neurofisiológicos.

O soberano mais poderoso, com a harpa mais poderosa, encontra-se na região de Társis, desde Huelva até Almería, passando por Múrcia e Extremadura. Ele reúne o espectro musical necessário para eliminar os demónios da biomemória, e a sua magia reside na arte de sequenciar as notas musicais de que dispõe.

E este cântico novo só é possível àquele que está diante do trono, que segue a nova corrente da vida em Deus; diante dos quatro seres viventes, por pertencer a esse grupo de quatro que possuem a Árvore da Vida outorgada por Deus; e dos vinte e quatro anciãos, tendo-se coroado os vinte e quatro arquétipos da moral.

O ofício de selagem do Céu foi designado pela expressão da alma. Assim, os processos da prática de uma doutrina próxima do Céu constituem a obra que modela a alma, e não aqueles que estão ‘a Deus rogando e com o malho dando’.

 

“Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro por onde quer que vá. Estes foram redimidos de entre os homens como primícias para Deus e para o Cordeiro”.

Apocalipse 14:4

 

A benevolência, noção suprema do cristianismo puro, rejeita o interesse pessoal. No lado oposto situa-se o mundo do império económico e dos que o adoram, mesmo sendo pobres. Assim, vemos, e não deve causar estranheza, que a maioria das pessoas, numa contínua degeneração da moral, decide votar em opções políticas que potenciam o ultra-capitalismo, onde uns poucos têm cada vez mais riqueza, enquanto os restantes se vão empobrecendo e morrendo de fome. Estes são os que fornicam com a grande rameira. Os pregadores da liberdade que, contudo, prostituem a doutrina pelo dinheiro e contaminam a alma.

 

“E na sua boca não se achou mentira, pois são irrepreensíveis diante do trono de Deus”.

Apocalipse 14:5

 

Se a vida for orientada pela empatia, os males da sociedade desaparecem, não ocorrem catástrofes naturais, aumenta a eficácia benfeitora, cresce a tendência para o natural e os divórcios e os abortos cessam, pois as pessoas começam a amar os outros e a própria vida. Os ricos contentam-se com menos para não saquear os pobres. E a equidade será a bandeira na Terra. E assim estaremos sem mancha diante de Deus.

 

A TERRA É CEIFADA

“E olhei, e eis uma nuvem branca; e sobre a nuvem, alguém sentado, semelhante ao Filho do Homem, que tinha na cabeça uma coroa de ouro e, na mão, uma foice afiada”.

Apocalipse 14:14

 

Ao ódio e aos demónios de Satanás responde com amor e cura o Filho do Homem: o Deus que foi encarnado em Maria, o Mestre, Jesus de Nazaré. Ele já está sentado sobre uma nuvem branca; está entre nós, no seu misterioso lar no sistema solar, e de regresso desde a constelação de Peixes.

Dá que pensar o facto de as nuvens não nos deixarem ver o Céu, penetrando assim na metáfora deste versículo: a nuvem no olho, o desconhecimento, não nos permite contemplar o divino Redentor, o Céu.

A condição do Filho do Homem é agora bem diferente. Foi coroado nos acontecimentos do processo apocalíptico. Venceu. E, por isso, há de receber a recompensa: uma foice afiada na sua mão.

 

“E do templo saiu outro anjo, clamando em grande voz ao que estava sentado sobre a nuvem: lança a tua foice e ceifa, porque é chegada a hora de ceifar, pois a seara da terra está madura”.

Apocalipse 14:15

 

No processo apocalíptico, cujo mistério desafia toda a conceptualização, a sua revelação manifesta-se na capacidade de brilhar pela luz recebida do trono de Deus e do Cordeiro. Não é algo que possa surgir de qualquer sábio, mas obedece à vivência de elementos conjunturais apocalípticos, sem qualquer tipo de especulação, com o próprio testemunho dos factos acontecidos, e valorizando a poderosa magia proporcionada pela Roda da Vida, que abre as portas dos mistérios do Céu.

Quanto à correta tradução do Apocalipse, prevalece sempre o relato que o Céu executa cada dia sobre os neurónios da Árvore da Vida daquele que Deus escolheu para este fim, o qual, ao chegar a noite, se veste de cilício na sua resignação.

Após estes esclarecimentos sobre a revelação do Apocalipse e a edificação da sua metafísica, compreende-se que tudo assenta na criação de uma nova ordem na Terra, a partir de um homem renovado, com uma nova consciência.

É preciso ter bem claro que as sociedades dominantes são sempre o reflexo do Homem, e que um sistema com uma psicologia materialista nunca pode transcender por si mesmo, degenerando inevitavelmente na destruição e no caos.

O verdadeiramente importante é amolecer o coração. E, para isso, é necessário chegar a uma negação absoluta do mundo e do cenário em que a vida se desenrola. Assim, para alcançar esta conclusão negacionista do mundo, basta pôr em ação as leis de causa e efeito, manipuladas pelo diabo, sem que se possa distinguir a essência pura e verdadeira de uma vida baseada na ordem natural. Pelo contrário, naquele que leva uma vida mundana, as leis de causa e efeito são contidas, e o indivíduo deixa de viver por si próprio, sendo antes reconduzido a partir daquilo que deveria ser, o sofrimento, para uma vida relativamente prazerosa. Disto deduz-se que a vida imposta pelos governadores das trevas conduz apenas ao cenário que hoje contemplamos no mundo: uns poucos muito ricos e milhares de milhões de pobres que morrem de fome, guerras, destruição do ecossistema, violência social, aumento significativo de doenças crónicas e uma vida agonizante que vai sendo paliada dia após dia à base de medicamentos.

A forma de se manifestarem as leis de causa e efeito e de se colocarem as coisas no seu devido lugar chama-se: “lança a tua foice e ceifa”, corta toda a manipulação satânica para que se possa ver a realidade, “porque é chegada a hora de ceifar”. É a hora, depois de superadas as imensas dificuldades do pacto apocalíptico no seu caminho para a redenção e liberdade do Homem, pois a “seara da terra está madura”. Isto designa o início do Céu e os prolegómenos do fim da abominação desoladora aplicada aos que usurpam o lugar santo. Já chegou a hora do Apocalipse para o mundo.

 

“E será pregado este evangelho do Reino em todo o mundo, para testemunho a todas as nações; e então virá o fim.

Portanto, quando virdes no lugar santo a abominação desoladora de que falou o profeta Daniel (quem lê, entenda)…”.

Mateus 24:14-15

 

“E aquele que estava sentado sobre a nuvem lançou a sua foice à terra, e a terra foi ceifada”.

Apocalipse 14:16

 

Quanto ao conceito de materialização das leis apocalípticas, este ocupa uma posição anterior à execução dos factos. Aqui, a partir de um plano superior, dá-se a ordem para que outros a executem.

 

“SE saiu outro anjo do templo que está no céu, tendo também uma foice afiada”.

Apocalipse 14:17

 

A execução dos acontecimentos apocalípticos obedece a uma ordem hierárquica.

 

“E saiu do altar outro anjo, que tinha poder sobre o fogo, e que clamou em alta voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Mete a tua foice afiada e vindima os cachos da terra, porque as suas uvas estão maduras”.

Apocalipse 14:18

 

Os anjos cumprem, cada um, uma função particular, tal como o fazem os funcionários administrativos de um governo. Aqui é-nos apresentado um anjo que tinha poder sobre o fogo. Já aludimos, em capítulos anteriores, à conceptualização do fogo e ao seu significado: verdade, pureza.

‘E clamou em alta voz ao que tinha a foice afiada. O que há de supremo numa ação reside naquele que dá a ordem de execução, pois é ele quem tem a capacidade de discernir, de forma verdadeira, o fogo, a obra da execução, do mesmo modo que o fazem um juiz e um verdugo.

Chegou a hora: “vindima os cachos da terra”. Trata-se de uma metáfora que designa os estereótipos da moral, “porque as suas uvas estão maduras”; o seu grau de transgressão atingiu o limite.

 

“E o anjo lançou a sua foice sobre a terra, e vindimou a vinha da terra, e lançou as uvas no grande lagar da ira de Deus”.

Apocalipsis 14:19

 

Deduz-se, como o grande lagar da ira de Deus, as suas leis intrínsecas no homem, em oposição aos estereótipos da moral. Este é o juiz que todos levamos dentro e que se ativa: o grande lagar, que atua contra nós, tal como o faz uma doença autoimune. Este é o juiz que havia sido desativado pelas forças satânicas, tendo criado uma cidade sem lei, sem nada a que se ater, sendo esta a causa principal de todos os males do mundo.

 

“E o lagar foi pisado fora da cidade; e do lagar saiu sangue até aos freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios”.

Apocalipse 14:20

 

Importa reconhecer o mundo neurotalâmico que rege a consciência superior, em Alquinatura, Tao Consciência Superior (TCS), que comanda e dirige as funções morais e mentais, o controlo do mapa somatotópico das doenças, o Tao Alquímico, o da Natureza, o Vital, os sistemas da Supraconsciência, o médico, a intuição, a consciência coletiva, a genialidade, os sentidos metafísicos, a ordem, a metafísica, as Seis Janelas do Céu, o desporto, o trabalho e a música. Estes sistemas de neurónios com biomemória constituem a ‘cidade’. A cidade santa, uma vez diáfana, a nova Jerusalém, que desce do Céu, o templo de Deus (Apocalipse 21:9).

Estas disposições potenciais do Juiz da moral, na realidade, partem da cidade, mas manifestam-se fora dela.

‘E do lagar saiu sangue até aos freios dos cavalos’. Aqui, a compreensão dos conceitos é o meio mais importante para poder expressar o fenómeno da metáfora, que denota algo preocupante e se torna uma carga pesada sobre o cavalo da vida.

Este freio não é mais do que dois recetores que o diabo maneja a partir da Árvore da Ciência do Mal.

O primeiro trava a ação da Vis Medicatrix para resolver os estereótipos e transformá-los em arquétipos, e assim o lagar da ira de Deus paralisa. As sugestões desaparecem, e o Juiz que nos autocastiga regressa aos seus aposentos. No entanto, devido a este recetor que o diabo maneja, o estereótipo apenas se resolve até ao grau 4, numa escala de 1 a 10 e, por conseguinte, a sugestão mantém-se ativa, e do lagar continua a sair sangue. Isto significa que o Juiz, 5VM, continua a autocastigar com radiações.

 

Eixo resumido da 5.ª Vis Medicatrix: 5VM, Juiz corretor da moral

O grau de autorradiação é proporcional ao grau de transgressão, sendo 1 o grau mínimo e 10 o grau máximo.

 

Quanto ao segundo recetor, o dragão utiliza-o para limitar a capacidade do sistema imunitário. Assim, no caso de existir um tumor em grau 8, o nosso sistema imunitário apenas consegue reduzi-lo até ao grau 5, porque, a partir daí, o sistema é bloqueado pelas radiações.

Retomando a interpretação de “e do lagar saiu sangue até aos freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios”, esquematizamos:

  • ‘Lagar da ira de Deus’: Juiz que ativa o autocastigo por transgressões da moral
  • ‘Sangue’: Sintomas, doença.
  • ‘Cavalo’: O percurso rumo à vida, o método terapêutico para tratar a sugestão e eliminar o estereótipo.
  • ‘Freio: os dois recetores que o diabo utiliza para travar a atividade sanadora e irradiar o sistema imunitário.
  • ‘Mil e seiscentos estádios: um estádio mede 180 metros, perfazendo um total de 288 km. Esta é a distância a que Jesus Cristo necessita de estar de nós para nos poder transmitir a informação e eliminar os recetores. Vem numa nuvem branca: saúde.

 

OS ANJOS COM AS SETE ÚLTIMAS PRAGAS

“E vi no céu outro sinal, grande e admirável: sete anjos que tinham as sete últimas pragas; porque nelas se consumava a ira de Deus”.

Apocalipse 15:1

 

Manifesta-se, cada vez mais, como o Reino da Vida, aniquilando aquilo que o perturba.

A ira de Deus, ao consumar-se, cuida da moral das pessoas que habitam em lugares tranquilos e pacíficos. Cuida do corpo do povo, sacia a sua fome e fortalece os seus ossos. Os corações enchem-se e tornam-se mais brandos por si mesmos, libertando-se do desejo de enriquecimento e do ego.

 

“Vi também como um mar de vidro misturado com fogo; e os que tinham alcançado a vitória sobre a besta, e sobre a sua imagem, e sobre o seu sinal, e sobre o número do seu nome, estavam em pé sobre ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus”.

Apocalipse 15:2

 

Isto revela-nos a televisão e as redes sociais como um mar de vidro. O mar surge como metáfora da perversão e da negatividade que cegam a fonte da vida, e o vidro como um elemento da sua estrutura.

A sua importância e poder são de tal ordem que conseguem doutrinar os pontos de vista das pessoas, situando-as no mundo do eu individual e da mercadoria, onde tudo se vende, tudo tem um preço e tudo se prostitui. Falamos aqui da grande meretriz.

Importa também observar como, nestes meios, se estabelecem conceções ideológicas e formas de vida totalmente diferentes, que batem à porta da verdade. É por isso que o mar, a mentira, lodo, boato, manipulação, doutrinação, viés informático, mistura-se com o fogo, a verdade, transparência, progressismo, solidariedade com os mais pobres e luta contra as alterações climáticas e contra aqueles que destroem a Terra.

O elemento mágico dos tempos que correm chama-se mundo alquinaturista. Livre da marca da besta e da sua imagem, compara a vida terrena a um gigantesco dinossauro que devora as entranhas dos seres vivos. Estes não se queixam da sua saída do sistema. Aceitam com resignação o mundo que lhes coube viver e procuram alcançar o celestial através do humanismo. Eles, apesar de todos os pesares, relacionados com a pressão social por não seguirem os seus ditames (são vegetarianos, não tomam fármacos nem se inoculam vacinas, não seguem os ritmos horripilantes da música moderna), e também dos pesares mais duros de todos, como o ataque dos demónios que o príncipe deste mundo exerce sobre eles, ainda assim permanecem de pé sobre o mar de vidro, não dobraram os joelhos e mantêm-se com as harpas de Deus, tocando a melodia da Roda da Vida.

 

“E cantam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos”.

Apocalipse 15:3

 

A natureza deste cântico atua como artífice de uma libertação. O influxo de desordens introduzidas pelo diabo na biomemória dos neurónios deve ser eliminado, libertando o organismo para que as suas funções sejam eficientes e íntegras, do mesmo modo que Moisés libertou o povo de Israel da mão do faraó.

 

“Quem não te temerá, ó Senhor, e glorificará o teu nome? Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão e te adorarão, porque os teus juízos se manifestaram”.

Apocalipse 15:4

 

Na obra de Deus veremos claramente que estas aplicações do cântico derivam numa experiência real, dando origem a um organismo que transcende, servindo assim de exemplo para todas as nações.

 

“Depois destas coisas, olhei, e eis que se abriu no céu o templo do tabernáculo do testemunho”.

Apocalipse 15:5

 

A magia do Céu põe-se a descoberto. A pedra vermelha é reconhecida e o novo caminho deve ser iniciado para dar testemunho da mudança que se aproxima no mundo.

 

“E do templo saíram os sete anjos que tinham as sete pragas, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos à altura do peito com cintos de ouro”.

Apocalipsis 15:6

 

O linho branco e resplandecente dos sete anjos designa pureza e santidade. Quanto ao facto de estarem cingidos ao peito, o seu significado indica que se cingem às próprias regras do coração, representado na figura de Jesus. E os cintos de ouro fazem referência a uma transformação alquímica.

 

“E um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira de Deus, que vive pelos séculos dos séculos”.

Apocalipse 15:7

 

A descrição de um dos quatro seres viventes aponta para Elias, ou João Batista, ou o próprio Diamantino, padre de Sevilha, nas suas distintas idas e vindas da Terra ao Céu.

Elias representa o linho puro e resplandecente. Dele disse Jesus:

 

“Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher não se levantou outro maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele”.

Mateus 11:11

 

Também Deus fala dele em Malaquias:

 “Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia do Senhor, grande e terrível”.

Malaquías 4:5

 

Para Deus, Elias é o representante da moral aqui na Terra. Quando Deus diz “vos envio o profeta Elias”, refere-se a que nos envia as regras santas e arquetipadas que ele representa. É por isso que, como diz Jesus, é o maior na Terra, mas o menor no reino dos Céus, por não ter experimentado a transcendência para anjo.

 

“E o templo encheu-se de fumo pela glória de Deus e pelo seu poder; e ninguém podia entrar no templo até que se cumprissem as sete pragas dos sete anjos”.

Apocalipes 15:8

 

A correspondência perante uma profusão de metáforas é que o fumo pode significar indignação, ira e descontentamento, mas também desejo de justiça.

No que diz respeito ao facto de ninguém poder entrar no templo, isso significa que a natureza do espírito se encontra em declínio e que as tendências se orientam para os estereótipos. Assim, o cumprimento das pragas supõe uma libertação que permite a entrada no templo ao adotar um estado de consciência plena.

 

AS TAÇAS DA IRA

“E ouvi uma grande voz que dizia do templo aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus”.

Apocalipse 16:1

 

Esta é a ação absoluta perante tudo o que condiciona o indivíduo a partir das profundezas dos estereótipos. Disto se deduz que a vida que pretende impor-se mediante disposições morais fará com que os Homens mudem para uma sociedade baseada na justiça e no amor ao próximo.

 

“E foi o primeiro, e derramou a sua taça sobre a terra; e veio uma úlcera maligna e pestilenta sobre os Homens que tinham a marca da besta e que adoravam a sua imagem”.

Apocalipsis 16:2

 

A natureza da Terra situa-se em contextos distintos.

Já falámos da Terra como elemento da criação, à qual os alquinaturistas chamamos Vis Medicatrix, com determinadas funções neurofisiológicas.

Depois, há a Terra como natureza conceptualizada da consciência do indivíduo, que se relaciona com três estados: Céu, Terra e água (Apocalipse 12:12).

E, para além do que entendemos comumente como planeta, a Terra apresenta-se como um dos seis elementos que constituem a Natureza: gás, fogo, metal, terra, madeira e água. Cada um destes elementos forma também um sistema harmónico que se inter-relaciona a nível do espectro energético, ao que, na Medicina Tradicional Chinesa, se chama as Leis das Correspondências.

E já, por último, há as seis expressões da consciência, sendo a terra uma delas.

ssim, vemos que, na linguagem do Céu, uma palavra pode significar várias coisas, e isso identifica-se no contexto da mensagem a que alude, carregada de um conteúdo metafórico e inteligível.

 

 

Voltando ao primeiro anjo que derramou a sua “taça da ira” sobre a terra, Deus começa por querer eliminar um dos elementos mais nocivos para a sociedade, o ego, que, como vemos na estrela, está situado no elemento terra.

Para o desenvolvimento pessoal do indivíduo, é sempre necessário que exista um ego vital. Isto significa lutar pelo espaço que a cada um corresponde dentro do contexto social. No entanto, esse espaço nunca deve comprometer o espaço do outro; caso contrário, passamos do ego vital ao ego patológico. É aqui que surgem os Homens que têm a marca da besta e que adoram a sua imagem. Satanás é a imagem que a besta adora e define-se por uma sociedade ultraliberal, ultraconservadora e ultracapitalista, onde aflora um egocentrismo exacerbado que provoca um desordenamento na sociedade humana: ultra-ricos, pobres, fome, violência, guerra e caos.

Canal EGO:

Ponto

Princípio (Ego patológico)

1 EG

Pelo sexo (promiscuidade)

2 EG

Pelo dinheiro (avareza).

3 EG

Pela importância ou títulos.

4 EG

Pelo poder.

5 EG

Por controlar.

6 EG

Por ciúmes.

 

Existe uma má expressão de uma má consciência sobre o organismo, que se manifesta sob a forma de sintomas. É assim que Deus constrói o Céu (Homem), de modo que, se nos tornamos egocêntricos, ativa-se um mecanismo no cérebro que nos autocastiga. No caso do ego, a somatização atua através do sistema nervoso simpático, que se torna muito ativo (simpaticotonia exacerbada), afetando o estômago e provocando úlceras.

O derramamento da taça deste primeiro anjo não é mais do que eliminar um recetor incorporado por Satanás para bloquear este mecanismo criado por Deus no Homem, para que este se reconduza por um caminho de ordem, justiça e equidade.

Os sintomas de uma gastrite ou de uma úlcera podem aliviar-se com o bismuto, um mineral que a maçã possui. Assim, podemos compreender a metáfora do Génesis, onde Eva comia a maçã quando foi enganada pela serpente, que lhe dizia que viria a ser mais poderosa do que Deus: apologia do ego.

 

“E o segundo anjo derramou a sua taça sobre o mar, e este tornou-se em sangue como de morto; e morreu todo o ser vivo que havia no mar”.

Apocalipsis 16:3

 

Assim nasce o desejo de ser uma pessoa ponderada: modesta, pacífica, boa, tolerante, aberta, respeitosa e filantrópica.

Deus não se limita, de modo algum, a expor uma doutrina, mas, pelo bem comum, obriga à sua aplicação, o que conduz a uma convivência social saudável e ao mundo da felicidade. O contrário disto é o mar no seu contexto pejorativo, que já explicámos em capítulos anteriores, e que significa: negatividade, maldade, doença, estereótipos, Satanás. É por isso que, quando o segundo anjo derrama a sua taça no mar, se anula o recetor que bloqueia a lei imperante de causa e efeito, e o mar é ferido com sangue, doença.

E morreu todo o ser vivo que havia no mar. Se seguirmos o rasto da estrela, vemos que a ponderação está situada no elemento água. Este está relacionado com os rins e a bexiga, órgãos que regem a função dos líquidos do corpo. A partir do momento em que se derrama a taça, o espelho das somatizações serão os rins e a bexiga. É assim que se viverá a abertura para as portas dos arquétipos da ponderação; caso contrário, todo o ser vivo do mar morrerá: rins e bexiga.

 

Canal PONDERAÇÃO:

Ponto

Princípio

1 PD

Ser pessoa modesta.

2 PD

Ser pessoa pacífica.

3 PD

Ser boa pessoa.

4 PD

Ser tolerante, aberta às ideias dos outros.

5 PD

Ser pessoa respeitosa.

6 PD

Ser pessoa filantropa, com capacidade de dar amor.

 

 

“E o terceiro anjo derramou a sua taça sobre os rios e sobre as fontes das águas, e tornaram-se em sangue”.

Apocalipsis 16:4

 

Aqui é necessário falar sobre as regras que regem a ética.

Desvincular a ética do ritmo social é impossível. Por isso, a falta de ética luta com uma espada gasta perante as desordens sociais. Se os seres humanos aceitarem certos comportamentos estereotipados como algo relativo, isso constitui o início do caos, e o rio de água, negatividade, conduzir-nos-á à destruição.

A ética reúne a Natureza com a metafísica do Homem, e a vida precisa de abrir caminho para eludir o pó da terra. Quem conduz a vida coberto de estereótipos não apontará para o Céu, como aponta a estrela no elemento gás, e os rios que perseveram e irrigam a fonte da vida, como o timo e o baço, órgãos que governam o sistema imunitário, tornar-se-ão em sangue, doenças infeciosas.

 

Canal ÉTICA:

Ponto

Princípio

1 ET

Não levantar falso testemunho

2 ET

Não matar nem ferir (não causar dano).

3 ET

Não roubar.

4 ET

Não alterar as relações sexuais (pedofilia, zoofilia, etc.)

5 ET

Não adulterar (adultério físico).

6 ET

Não adulterar (com falsidade) a doutrina, os critérios naturistas, a filosofia, os arquétipos, os arcanos, os cânones, etc

 

‘E sobre as fontes das águas o anjo derrama a sua taça. Aqui, a fonte do mal, água, é a práxis da vida, e a forma como os hábitos e as práticas nocivas afetam a nossa saúde.

Aquilo que pertence ao mundo do superficial apenas serve para descarregar os estados sintomáticos e, mais adiante, torná-los crónicos e permanentes, arrastando-nos na roda das doenças e, daí, à morte em vida.

Pelo contrário, a ação orientada para a ordem natural, que escuta a Natureza, sabe criar ferramentas para uma ação sanadora.

Entre os hábitos mais prejudiciais de uma má práxis de vida encontra-se a toma de fármacos e o excesso de álcool e drogas. Tudo isto vai parar ao fígado, provocando iatrogenia e intoxicação hepática, sendo esta, segundo os analistas, a terceira causa de morte no mundo. Ainda assim, em milhões de pessoas, o fígado torturado sobrevive graças à ação do diabo, que o mantém, reconduzindo-o a uma vida de aparente saúde, mas limitada no tempo e penosa na velhice, e, sobretudo, sem qualquer transcendência metafísica para o Homem, algo que lhe vem de feição e assegura a sua existência.

Así, la verdadera realidad de una mala praxis se pone al descubierto con la acción del tercer ángel, que convierte las fuentes de las aguas en sangre: hígado y vesícula biliar.

 

Canal PRAXIS DA VIDA:

Ponto

Princípio

1 PX

Respeitar a Natureza.

2 PX

Não comer animais.

3 PX

Não tomar fármacos.

4 PX

Não escutar música agressiva.

5 PX

Não consumir alimentos prejudiciais para o organismo (fermentos como leveduras, conservantes, açúcares e cereais refinados, etc.)

6 PX

Não consumir álcool em excesso. Nada de tabaco, nada de drogas.

 

“E ouvi o anjo das águas, que dizia: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que eras, o Santo, porque julgaste estas coisas.

Porque derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste a beber sangue; porque disto são merecedores.

E ouvi outro, que desde o altar dizia: Na verdade, Senhor Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos”.

Apocalipsis 16:5-7

 

Organizar a saúde em torno da doença; para isso, devemos evitar a grande ciência da serpente. Pode-se alcançar uma boa saúde por meio de remédios naturais, porque não deixam atrás de si um rasto de efeitos colaterais.

No entanto, um fatalismo ao tratar a doença impregna a vida por completo, e uma acusação consequente transforma a medicina natural em curandeirismo, bruxaria e charlatanismo, interpelando duramente os promotores da saúde que defendem a conceção da doença como resultado de maus hábitos e erros de vida.

Pela ação do diabo, fazem-se abortar os recursos próprios da medicina natural para alcançar a saúde. E, da boca dos acusadores, vemos e ouvimos as suas críticas torcidas e maliciosas quando os santos e profetas derramam o seu sangue por causa do dragão, entendendo-se, neste caso, a santidade como colocar-se ao lado da ordem natural e o ser profeta como defender a doutrina que emana do Céu, que pode fazer o Homem transcender.

 

“E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, ao qual foi dado queimar os Homens com fogo.

E os Homens queimaram-se com o grande calor, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas, e não se arrependeram para lhe darem glória”.

Apocalipse 16:8-9

 

Este quarto anjo derrama a sua taça sobre um sol de injustiça.

O justo é o suporte mais útil para manter a ordem na sociedade. A arte mágica da convivência substitui a inveja, a malícia e a soberba. Não se pode mudar o coração das pessoas sem a receita milagrosa do justo. É por isso que, àquele que pratica a injustiça, o coração lhe queima e arde, pois este responde de forma contundente ao pensamento e às emoções negativas, e aos estereótipos.

Por outro lado, devemos saber que o coração corresponde ao elemento fogo, o portal do justo e do verdadeiro. Um antagonismo a isto somatiza-se no coração, chegando a provocar lesões cardíacas.

 

 

Canal JUSTIÇA:

Ponto

Princípio

1 JST

Lutar pela equidade.

2 JST

Não prejudicar, não menosprezar.

3 JST

Demonstrar empatia.

4 JST

Ser uma pessoa íntegra.

5 JST

Não fazer juízos arbitrários.

6 JST

Não eludir a injustiça.

 

 

“E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta; e o seu reino cobriu-se de trevas, e mordiam de dor as suas línguas, e blasfemaram contra o Deus do Céu por causa das suas dores e das suas úlceras, e não se arrependeram das suas obras”.

Apocalipsis 16:10-11

 

Retornar à Natureza é abandonar a via do mundo, porque, quando se perde o natural, então perde-se a vida.

Procura boas ações, não seja que o teu próprio Juiz tome conta de ti.

É um equívoco isolar Deus do contexto da vida. A sua doutrina está repleta de regras que evidenciam o espírito característico de interpretar e sustentar a vida que cultiva a paz, a equidade, a justiça, o amor e o respeito pelas leis da Natureza. No entanto, todas estas virtudes não fazem mais do que negar-se continuamente, instaurando-se assim o trono da besta.

Mas o quinto anjo encherá o seu reino de trevas, e morderão as suas línguas de dor, porque o reino da negação é a espada, metal, que corta a natureza da verdade.

O ponto de partida que conduz a um melhor conhecimento da realidade é tomar oxigénio, para oxigenar as ideias e os princípios. E isso realiza-se nos pulmões. E, ao mesmo tempo, ter a capacidade de separar o trigo do joio, eliminando os estereótipos, que são resíduos: esta ação é realizada pelo intestino grosso.

Só resta dizer que negar as realidades de uma virtude vital é negar as funções do pulmão e do intestino grosso, que se veem afetados por somatizações moral-somáticas.

 

Canal SUPRACONSCIÊNCIA DA ÁRCORE DA CIÊNCIA:

Ponto

Princípio

1 AC

Não negar, ocultar ou perseguir Deus.

2 AC

Não negar, ocultar ou perseguir a medicina natural.

3 AC

Não negar, ocultar ou perseguir o vegetarianismo.

4 AC

Não negar, ocultar ou perseguir a música celeste.

5 AC

Não negar, ocultar ou perseguir o desporto celeste.

6 AC

Não negar nem perseguir a Natureza.