Autor: Antonio M. F.
Tradução: Luisa Coelho
PRÓLOGO — CAPÍTULO 16
Afastado das leis naturais, o Homem passa a viver num conjunto de hábitos, ideias e estruturas que já não correspondem à verdade da vida, mas continua a segui-los como se fossem o seu caminho. Há, porém, um momento em que o sistema que o sustenta deixa de o proteger e começa a revelar a sua própria fractura. Aquilo que parecia ordem transforma-se em desordem, e o que se apresentava como progresso evidencia o seu carácter degenerativo.
É nesta ruptura que se evidencia o confronto entre dois planos: o dos estereótipos, imposto pelo sistema, e o dos arquétipos, enraizado na ordem natural. Enquanto o primeiro condiciona a energia, a memória e a moral do indivíduo, o segundo permanece como uma referência silenciosa, pronta a manifestar-se sempre que existe abertura para a verdade. Surge então uma tensão que não é apenas exterior, mas profundamente interior.
Neste contexto, inicia-se um processo de selecção e de transformação. Alguns permanecem vinculados ao sistema e às suas formas, enquanto outros começam a reconhecer, ainda que de forma subtil, a necessidade de rectificar os seus conceitos e de se alinhar com a natureza. É neste ponto que o Homem se encontra perante uma escolha: continuar a sustentar a estrutura que o limita ou dar início ao caminho que o reconduz à vida.
CAPÍTULO 16. A FRATURA DO SISTEMA
OS CENTO E QUARENTA E QUATRO MIL SELADOS
“Depois disto vi quatro anjos em pé sobre os quatro cantos da terra, que retinham os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma”.
Apocalipse 7:1
Temos aqui uma visão literal na forma de interpretar os acontecimentos. Assim, “os quatro cantos da terra” referem-se ao este, oeste, norte e sul, abrangendo todos os Homens que habitam integralmente o planeta Terra.
‘Que retinham os quatro ventos da terra”: neste ponto conjuga-se a metáfora com o sentido literal. No que se refere à metáfora dos quatro ventos, cada vento cumpre uma função específica por parte do diabo, que atua a partir da Árvore da Ciência do Mal:
- Controlo do sistema energético para estabelecer um estado de saúde ótimo ou péssimo, conforme o indivíduo em causa, deprimindo ou estimulando os átomos do organismo.
- Controlo da biomemória dos neurónios-mãe que regem todos os nossos sistemas neurofisiológicos, bem como do mapa somatotópico das doenças.
- Controlo do Juiz da Moral, evitando assim as doenças de autocastigo por transgressão, permitindo dessa forma que o indivíduo continue a transgredir.
- Enviando radiações de castigo ou de recompensa sobre o organismo.
‘Para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma”: continuando no campo da metáfora, analisamos o significado destas três realidades:
- ‘A terra’: esta natureza do Homem manifesta um estado de consciência que segue os estereótipos, hábitos, formas e costumes impostos pela besta, o sistema.
- ‘O mar’: em sentido pejorativo, refere-se aos homens que controlam o sistema, o exaltam e perseguem a gente do Céu (Apocalipse 12:12), (Apocalipsis 12:12).
- ‘A árvore’: a Árvore da Ciência do Mal, controlada pelo diabo; a Árvore da Ciência do Bem e a Árvore da Vida, controladas por Deus, nas quais o dragão interfere.
“Vi também outro anjo que subia do nascente do sol, e tinha o selo do Deus vivo; e clamou em alta voz aos quatro anjos, aos quais fora dado poder para causar dano à terra e ao mar”.
Apocalipse 7:2
O ‘anjo que subia do nascente do sol’ alberga o conceito de que é o portador da luz nos homens, aquilo que há de supremo e que deve elevar-se acima da morte, porque ‘tinha o selo do Deus vivo’. Assim, a força primordial da qual surge a vida é uma energia que emana do Céu.
“Depois mostrou-me um rio puro de água da vida, resplandecente como cristal, que saía do trono de Deus e do Cordeiro”.
Apocalipsis 22:1
Aqui, a pessoa que receber o selo de Deus será impulsionada a partir do fundo mais íntimo da sua essência. Para ser selada, a retificação dos conceitos será o meio mais importante para estabelecer uma ordem no desenvolvimento de uma vida que a conduza à imortalidade e, por conseguinte, à salvação.
“…dizendo: Não causeis dano à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos selado nas suas frontes os servos do nosso Deus”.
Apocalipse 7:3
A obra do anjo que sela é realizada graças à magia resultante dos fios que vinculam a pessoa ao seu passado noutra vida, tendo ela alcançado, na sua vida anterior, a fluidez moral necessária para merecer esta graça de Deus.
“E ouvi o número dos selados: cento e quarenta e quatro mil selados de todas as tribos dos filhos de Israel.
Da tribo de Judá, doze mil selados. Da tribo de Rúben, doze mil selados. Da tribo de Gade, doze mil selados. Da tribo de Aser, doze mil selados. Da tribo de Neftali, doze mil selados. Da tribo de Manassés, doze mil selados. Da tribo de Simeão, doze mil selados. Da tribo de Levi, doze mil selados. Da tribo de Issacar, doze mil selados. Da tribo de Zabulão, doze mil selados. Da tribo de José, doze mil selados. Da tribo de Benjamim, doze mil selados”.
Apocalipse 7:4-8
Aqui, Deus expõe, através da revelação deste capítulo, a origem dos selados. E em cada um deles, embora não exista uma manifestação clara de reconhecimento como tal, o que verdadeiramente vive no seu interior é a busca de um caminho que começará a vislumbrar quando este lhe for colocado diante dos olhos.
Por outro lado, as forças satânicas procurarão impedir este reconhecimento do caminho a seguir. No entanto, a magia do selo será mais poderosa.
Entre as exposições mais reveladoras no que diz respeito aos acontecimentos futuros, o tom fundamental para saber quando estará concluída a obra do anjo que sela coincidirá com a divulgação do Capítulo XVIII do Reino da Vida, coincidindo também com o mês da harpa, como um sinal de Deus. É então que Mateus verá a sua glória.
SINAIS ANTES DO FIM
“E, estando ele assentado no monte das Oliveiras, os discípulos aproximaram-se dele em particular, dizendo: Diz-nos, quando serão estas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do século?
Respondendo Jesus, disse-lhes: Vede que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis falar de guerras e de rumores de guerras; vede, não vos perturbeis, porque é necessário que tudo isto aconteça, mas ainda não é o fim. Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá pestes, fomes e terramotos em diversos lugares. E tudo isto será o princípio das dores. Então vos entregarão à tribulação, e vos matarão, e sereis odiados por todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos tropeçarão, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E levantar-se-ão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a maldade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”.
Mateus 24:3-13
Aquilo que Mateus nos anunciou há mais de dois mil anos é tudo o que acontece neste tempo de sinais antes do fim. O processo dos acontecimentos demonstra a verdade da profecia do apóstolo, e a obra do homem enche todo um universo de elementos fatalistas que banham inteiramente a vida. Este ser humano, afastado da ordem natural, apega-se sempre ao conjunto das aparências, convertendo a mentira numa grande máquina social que se coloca acima do que é verdadeiramente real: ‘vede que ninguém vos engane.
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim”.
Mateus 24:14
Aqui, Mateus declara abertamente o conteúdo e o alcance da sua obra e da dos seus irmãos, os restantes apóstolos, que consiste em dar testemunho da vida de Cristo e da sua doutrina, cuja conceção se sustenta na sua autoridade celestial através dos milagres, pregando o amor ao próximo e expondo a natureza do reino dos Céus.
No entanto, não se entra em contacto, de forma detalhada, com a forma como o reino está estruturado, e isso permite penetrar no terreno da especulação. E assim, quem é capaz de aclarar a turvação do mundo deixando-a repousar? Quem é capaz de estabelecer o reino de Deus na Terra se não for destruído o reino do mundo? Retornar à Natureza e estabelecer uma nova ordem é aquilo de que Mateus nos fala ao referir-se a: ‘será pregado o evangelho do reino em todo o mundo’.
“Portanto, quando virdes no lugar santo a abominação desoladora de que falou o profeta Daniel (quem lê, entenda)…”.
Mateus 24:15
O mundo, literalmente, é aquilo que se cozinha debaixo dele, devendo entender-se como o orbis terrarum satânico, a casa espiritual dos governadores das trevas, que se constrói com o sacrifício imposto à ordem natural e humana. Aqui destrói-se a Natureza com os contaminantes, e destrói-se o organismo à base de fármacos, também eles contaminantes.
Os que se revelam contra tudo isto são o lugar santo, porque representam o reino de Deus, cultivando a ordem natural que daí nasce. Enquanto isso, aqueles que vivem acomodados ao mundo, aos seus hábitos e às suas formas, vão e vêm entre os contratempos próprios desta vida, resignados a eles e vivendo em conformidade com isso, não sofrem a manifestação dos demónios sob a forma de males. Aqui, o problema pertence aos do lugar santo, que são atacados pelas forças satânicas por irem contra os seus ditames. Esta é a abominação desoladora a que Mateus faz referência.
“…então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes”.
Mateus 24:16
Aquilo que vem a partir disto, ‘então virá o fim’, é a instauração do Juiz da Moral.
“E eu via que este chifre fazia guerra contra os santos, e os vencia, até que veio o Ancião de dias, e foi dado o juízo aos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos receberam o reino.
Disse assim: A quarta besta será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os outros reinos, e devorará toda a terra, e a pisará e despedaçará. E os dez chifres significam que daquele reino se levantarão dez reis; e depois deles levantar-se-á outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá três reis.
E proferirá palavras contra o Altíssimo, e quebrantará os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão por um tempo, tempos e metade de um tempo.
Mas o Juiz assentar-se-á, e tirar-lhe-ão o seu domínio, para o destruir e arruinar até ao fim”.
Daniel 7:21-26
Melhor do que um verdugo é este Juiz que não erra e que aplicará devidamente o castigo aos transgressores da moral sob a forma de auto-males. Aqui, o mal que fazemos encarna-se sob a forma de auto-castigo, promovendo uma nova ordem na sociedade e no próprio indivíduo.
Nestas circunstâncias, “os que estiverem na Judeia fujam para os montes”. Não é difícil seguir o rasto daquilo que se entende por Judeia: esta, a cidade de Judá, a do primogénito de Jacob, e representante das doze tribos de Israel, reencarnadas de forma seletiva nos cento e quarenta e quatro mil selados, aqueles que professam e exibem um espírito de mudança em direção a uma nova ordem. Assim, estes devem fugir para os montes, o que equivale a dizer: para o refúgio da moral arquetipada. Foge ao encontro de Deus e das suas leis, tal como fez Moisés quando subiu ao monte Sinai para receber as tábuas da lei, para que o Juiz não reclame parte de ti por causa dos teus estereótipos.
“Aquele que estiver no terraço não desça para tirar alguma coisa da sua casa”
Mateus 24:17
A este respeito, a açoteia representa o elevado em termos evolutivos e de disposições morais.
Não desça para tomar algo do que é ‘descendente’, da sua casa. Assim, fica com o elevado, o arquétipo, e não desças à casa dos estereótipos.
“E aquele que estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa”.
Mateus 24:18
Aqui indica-nos aqueles que não estão na cidade da Judeia, isto é, que não estão imersos na sua doutrina ou filosofia. Estes encontram-se no campo e dirigem-se à cidade para buscar algo dela. Refere-se aos que não praticam uma Alquinatura íntegra. São aqueles que não se cultivam através dela, não a estudam, mas que, ainda assim, se tratam com ela; neste caso, os pacientes, aos quais também é atribuído o cumprimento de uma série de regras relacionadas com a saúde e, ao mesmo tempo, com a moral, que fazem parte de uma boa praxis de vida: não tomar fármacos, não comer carne, não fumar, não beber álcool em excesso, comer pão de massa-mãe, etc.
O não voltar atrás para buscar a sua capa significa não romper as regras e não regressar atrás para enfrentar a corrente da vida, ‘buscar a sua capa.
“Mas ai das que estiverem grávidas e das que criarem naqueles dias!”.
Mateus 24:19
Qualquer princípio proveniente de uma forma de vida mundana será refutado pelo tempo e cairá em desuso. Porque o reconhecimento da transgressão por parte do Juiz far-te-á pagar por isso. Assim, estás a ficar prenhe de estereótipos.
Por outro lado, o eu da vaidade, chegado o momento, não é mais do que a sede do ilusório e do perigo; por isso, procura não expandir nem criar hábitos e formas de vida contrárias à nova praxis.
“Orai, pois, para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem em dia de repouso”.
Mateus 24:20
Para o Juiz, o facto de estar vinculado ao mundo alternativo não conta. Porque seguramente existem estereótipos antigos, anteriores a essa vinculação e à própria essência de transformar o estereótipo em arquétipo. Assim, para evitar o ataque do Juiz, só se pode aceder através da Alquinatura. Fora deste contexto alquinaturista de fogo-verdade-calor-verão, encontram-se o frio, a especulação, a água e o inverno. Assim, que a tua fuga, escape, ‘não aconteça no inverno nem em dia de repouso’.
Aqui, o ‘dia de repouso’ faz menção ao indivíduo contido numa forma de vida vinculada a outra diferente, seja ela outra religião, doutrina, pensamento, filosofia, etc. Não fujas do mundo nem repouses nele, porque te fará falta algo mais do que isso.
“Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá.
E, se aqueles dias não fossem encurtados, ninguém se salvaria; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão encurtados”.
Mateus 24:21-22
Partindo de um ponto de vista supremo, temos aqui uma visão da vida semelhante à do Céu, constituindo a base dos arquétipos, livre do Juiz.
O Céu só está nas coisas que fazem parte da ordem natural e universal. E são essas as que nós, alquinaturistas, adotamos.
A lei da Natureza manifesta-se em todos os processos da vida, intervindo, a cada momento, a partir de fora do nosso organismo, mas também a partir do seu interior.
Um organismo que esteve submetido durante milhares de anos, referimo-nos aqui à genética, ao império das transgressões mundanas, dificilmente poderia libertar-se de tanta imundície, tanto física como mental e moral, se os dias necessários para isso não fossem encurtados. Isto significa que, com os próprios recursos de que o Homem dispõe para se libertar de tanta imundície, doenças e estereótipos, necessitaria de mil anos para se salvar da morte. Nada podemos esperar de uma perspetiva em que tratar uma desordem no organismo demora um mês. Perante os milhares de desordens que existem, isso torna-se inviável, e o organismo pereceria por necessitar de muito mais tempo para se sanar e, assim, ser salvo..
No entanto, para expressar o nascimento do Céu e da terra no Homem, isto conduz-nos a uma nova ordem suprema, com um mecanismo alquinaturista capaz de ordenar desordens em horas, e não num mês. Aqui, os dias, pela mão de Deus, são encurtados, e o mundo da imortalidade, “salvo”, vislumbra-se no horizonte da vida.
“Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou: Ei-lo ali, não acrediteis.
Porque se levantarão falsos Cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios, de tal maneira que enganariam, se fosse possível, até os escolhidos”.
Mateus 24:23-24
A partir deste desvio da humanidade, onde o Juiz se ergue como protagonista, as doenças, a desordem e o caos entrarão pela porta apocalíptica. É então que surgirão os falsos Cristos, que não são mais do que as religiões com as suas doutrinas estabelecidas, tornando-se mais evidentes ao aproveitarem o momento de crise; e também os seus respetivos profetas, fazendo sinais e prodígios fruto da sua interpretação bíblica.
“Eis que eu vo-lo tenho predito.
Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa, não acrediteis”.
Mateus 24:25-26
A consciência não é algo que se adquire como resultado de uma ideia. Adquirir consciência vai muito para além dessa simplificação; é só o resultado de uma forma de vida a que nós, alquinaturistas, chamamos a Roda da Vida e que já expusemos noutros capítulos.
A Roda da Vida
Este estado de consciência é a única receita que nos permite sair do atoleiro da crise apocalíptica.
“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem”.
Mateus 24:27
A vivência do oriental conduz-nos do mundo físico ao metafísico. E o TAO produz o seu efeito sobre a rectificação dos conceitos, estabelecendo uma ordem das ideias e das coisas. A obra do oriental contém a via através da qual se vive a experiência da abertura das portas do Céu. Ajuda-nos a contemplar o invisível, a escutar o inaudível e começa a incubar o mistério da vida, que nasce no ovo das suas concepções filosóficas: o modelo para tratar a doença, a Medicina Tradicional Chinesa, bem como as artes orientais, como as artes marciais, o taichí e o Qi-gong. É então que estes hábitos e regras nos fazem concordar com as circunstâncias e abandonar o mundo das trivialidades, para começarmos a perceber o relâmpago à luz do celestial.
Mas a ação benfeitora do oriental revela apenas uma parte da “Grande Ciência” celestial da vida, sem a penetrar por completo. É, por isso, necessário que nos seja mostrado o outro grande polo do ocidente, que coloca uma forte ênfase em indicar-nos o rumo espiritual através do cristianismo puro, da praxis da medicina natural no seu estado hipocrático e vitalista, e da grande magia do flamenco nas suas três vertentes: cante, toque e baile. Assim, deste modo, as ideias e as coisas entram em movimento, e a consciência expande-se e prospera.
Entre “talvez” e “sem dúvida”,
que diferença há?
O lugar da escuta está no Oriente
e o da visão, no Ocidente.
O grande som já se faz ouvir
e na grande imagem revela-se a forma.
Ser lúcido é ver o ínfimo
e chamar pelo manto da eternidade
.
“Porque onde quer que esteja o corpo morto, aí se ajuntarão as águias”.
Mateus 24:28
O Juiz atua, mas não tem propósitos. Segue a dinâmica das regras e coloca o branco sobre o negro.
Eis aqui o homem morto, cheio de falsificações morais, centrado no seu eu individual, perdido em longínquas nebulosas e com os estereótipos à flor da pele. Aí se ajuntarão as águias para dar conta dele.
CONDENAÇÃO DA GRANDE RAMERA
“Então veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem cá, e mostrar-te-ei a sentença contra a grande rameira, a que está sentada sobre muitas águas.”.
Apocalipse 17:1
Toda a metafísica do Céu está edificada sobre a rigorosa determinação de acabar com a grande rameira. Esta expressão aqui empregue não representa mais do que a prostituição dos arquétipos morais. É esta a razão pela qual os sistemas filosóficos, doutrinários, religiosos, os governos e as instituições se edificaram sobre essa prostituição, “a grande rameira que está sentada sobre muitas águas”, ancorada nos estereótipos.
“…Com a qual fornicaram os reis da terra, e os moradores da terra se embriagaram com o vinho da sua fornicação”.
Apocalipse 17:2
O ponto de partida que conduz à fornicação é o aparentemente óbvio das regras da moral. Assim, para não distinguir de forma nítida e clara o que está bem do que está mal, estabelecem-se os reis da terra, os primeiros fornicadores, e os demais ‘embriagam-se com o vinho da sua fornicação’.
A iluminação estereotipada conduz, por si só, ao mundo da ilusão e do desejo, onde o indivíduo não vive por si mesmo, mas deixa-se levar pela recetividade absoluta do seu ‘eu’ perante os demais.
“E levou-me em espírito ao deserto; e vi uma mulher sentada sobre uma besta escarlate, cheia de nomes de blasfémia, que tinha sete cabeças e dez chifres”.
Apocalipse 17:3
Aqui temos uma visão altamente transcendental, com o poder que daí emana, com o espírito necessário para a apreender, e dentro de um deserto de ignorância.
‘E vi uma mulher’: trata-se aqui, de certo modo, de uma comparação com a mulher ou esposa do Cordeiro, representante da doutrina de Jesus. Neste contexto, a mulher representa a anti-doutrina de Cristo.
‘Sentada sobre uma besta escarlate’: expõe-se esta besta como um sistema escarlate, vermelho, da cor do sangue, que se cobre das guerras que realiza e das doenças que provoca.
‘Cheia de nomes de blasfémia’: a besta manifesta-se num conjunto de argumentos falsos, manipuladores e tendenciosos.
‘Que tinha sete cabeças e dez chifres’: ver capítulos anteriores.
“E a mulher estava vestida de púrpura e escarlate, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio de abominações e da imundície da sua fornicação.”.
Apocalipse 17:4
Nesta ordem de coisas, a mulher estava vestida de púrpura e escarlate. São duas cores associadas à realeza, ao poder e ao luxo, que se purificam com o ouro, as pedras preciosas e as pérolas.
‘E tinha na mão um cálice de ouro’: o que aqui atua é uma imposição (reinado, coroa, ouro), com o cálice da sua doutrina, cheio de abominações e das imundícies das suas fornicações estereotipadas.
“… e na sua fronte estava escrito um nome, um mistério: BABILÓNIA A GRANDE, A MÃE DAS RAMEIRAS E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA”.
Apocalipse 17:5
A via negra escrita na sua fronte, a mãe de todas as criaturas contrárias à luz, um mistério: Babilónia a Grande, o guerreiro obscuro com a sua misteriosa união com a serpente e a sua magia negra para tratar as doenças; a grande ciência que quer alcançar o Céu sem as regras celestiais, erguendo-se sobre a sua torre de Babel e escalando degraus para alcançar a imortalidade, elevando-se sobre a tecnologia e penetrando na esfera de uma supraconsciência que se revela numa cirurgia que roça o assombroso, mas que engendra a semente do colapso orgânico a longo prazo, permanecendo limitada a uma vida que não vai além dos noventa anos.
‘A mãe das rameiras’: aquilo que sopra e toca as infinitas melodias que representam um sistema que faz brotar o mundo multicolor das desigualdades sociais, impulsionado pelas imposições económicas ou bélicas. Assim, quando um país não se submete ao imperativo do seu mandato, é embargado ou invadido.
‘E das abominações da terra”: assim, a doutrina do lodo move-se a partir do fundo mais miserável da mesquinhez e reflete-se em alguns dos partidos da direita e da extrema-direita, nos meios de comunicação, na magistratura e, o pior de tudo, nas urnas.
“E vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus; e, quando a vi, fiquei tomado de grande espanto”.
Apocalipse 17:6
Quanto mais abundarem os propósitos e as intenções de potenciar o eu pessoal, os nacionalismos, a raça, o género, os sectarismos ideológicos, o ódio e a incompreensão perante o alternativo, mais o espelho da alma das pessoas se tingirá de vermelho escarlate, porque irá deixando um rasto do sangue dos santos e mártires de Jesus, que clamam pela sua doutrina: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.’.
“E o anjo disse-me: Por que te assombras? Eu te direi o mistério da mulher e da besta que a transporta, a qual tem as sete cabeças e os dez chifres”.
Apocalipse 17:7
Podemos conhecer o mundo sem sequer olhar pela janela, e podemos conhecer a besta que o conduz, a qual tem as sete cabeças e os dez chifres.
As sete cabeças
- Democracias liberais (USA, França, Reino Unido,…).
- Monarquias absolutistas (países árabes,…).
- Ditaduras militares (Sudão, Chade, Egipto,…).
- Teocracias (Irão, Afeganistão,…).
- Ditaduras comunistas (China, Cuba,…).
- Etnocracias governadas por etnias (Uganda, Malásia,…).
- Tecnocracias parlamentares (Rússia, Venezuela de Maduro, USA de Trump,,…).
Os dez chifres
- Os poderes legislativo e executivo, representados pelos políticos, e o constitucionalismo do direito, que, embora livres de regimes ditatoriais e de monarquias absolutas, não deixam de promulgar leis que favorecem um sistema capitalista gerador de fome e miséria em muitos países e que, por outro lado, também evidenciam a omissão dos direitos dos cidadãos.
- Os meios de informação: os responsáveis pela informação têm nas suas mãos os fios que movem tudo. A notícia depende deles e é utilizada conforme os seus interesses, com informações completamente distorcidas, sobretudo num sistema em que as agências de informação são dominadas por multinacionais da comunicação.
- A judicatura, composta por juízes e procuradores, onde a ciência jurídica aplica as leis do poder executivo e do poder constitucional. Também é necessário dizer que, no seu estado impuro, a natureza do homem suscita desejos, sentimentos e ideologias que chocam frontalmente com o que é justo e verdadeiro.
- O poder militar e policial. Da mesma forma que a estrela polar indica o rumo ao navegante, as leis de um Estado livre e justo devem orientar militares e polícias na defesa das leis e da integridade do Estado. Mas, como o mal está ancorado no fundo da essência humana, por vezes torna-se perigoso que as armas fiquem nas mãos de militares e polícias com ideologias fascistas e ultraliberais.
- O poder financeiro e das multinacionais. É mais difícil que um rico banqueiro tenha alguma visão filosófica ou espiritual do que um camelo passar pelo buraco de uma agulha. Em geral, são eclécticos, refinados e profundamente materialistas, que permanecem fora do alcance de deuses e demónios. Constituem, de certo modo, o perfil prático do capitalismo neoliberal, manipulando a economia, instalando e derrubando governos em função dos seus interesses.
- O sistema educativo. A expressão estereotipada da educação reflete-se na falta de ambiguidade cognitiva. O analógico, o intuitivo, o conceptual, o objectivo, o instintivo e o musical brilham pela sua ausência, tendo-se apenas em conta o armazenamento de dados. E assim vemos como o mundo se enche de bárbaros intelectuais.
- O sistema sanitário. O maior problema que a praxis médica apresenta são os efeitos secundários provocados tanto pelos fármacos como pelas operações, assim como as doenças autoimunes geradas pelas vacinas.
- A indústria. Mais vale um cântaro de água do que uma embalagem de plástico; melhor uma placa solar do que uma central nuclear; e melhor um carro elétrico do que um movido a combustível. Com o atual modelo industrial, o ser humano parece ter perdido o sentimento pela Natureza, explorando-a, destruindo-a e alterando-a. Uma mudança climática que já se volta contra o próprio homem, provocando uma grande quantidade de fenómenos naturais muito intensos e prejudiciais.
- A música agressiva e tóxica. A música moderna é servida num relicário coberto de espinhos. É o filho que se volta contra a mãe: o Verbo. Este é o mundo das manifestações vibracionais, que são as que engendram energias germinais da realidade de todos aqueles fenómenos que enchem o mundo da matéria. O movimento musical moderno é a antítese das músicas ordenadas e coerentes criadas pelos homens ao longo da história. E a incessante estridência convocada pelos seus instrumentos, bem como os disparatados gritos de guerra, nada têm que ver com o som musical, mas antes com o ruído. Estas vibrações nocivas alteram funções específicas do organismo, como as do sistema imunitário, que posteriormente são restituídas pelos governadores das trevas na maioria dos casos.
- As religiões. Todas as aspirações são igualmente obcecadas se não se colocar a ênfase na mudança da consciência do homem. E esta mudança de consciência só pode ocorrer graças à magia da Roda da Vida. Estas práticas originam toda a iluminação que o Tao oculta à consciência. Sem estas formas, a via através da religião converte-se numa via morta que não nos conduz a lugar nenhum.
“A besta que viste era e já não é; e está para subir do abismo e ir à perdição. E os moradores da terra, aqueles cujos nomes não estão escritos desde a fundação do mundo no livro da vida, assombrar-se-ão ao ver a besta que era, já não é, e será”.
Apocalipsis 17:8
A besta luta de espada erguida para arrastar os homens para junto de si através dos seus hábitos e das suas leis, fazendo com que o ser humano se torne antinatural e odeie todos aqueles que seguem a ordem da Natureza. Mas esta besta que era já não é; está para subir do abismo e ir à perdição. Assim, é possível que, chegado o momento, o Juiz cósmico presente em todo o ser humano comece a agitar-se, e nada haverá que lhe resista, enquanto a direção ultramundana nada poderá fazer, porque os quatro anjos da terra farão com que não sopre vento algum em favor dos homens. Assim, ante as forças satânicas subjugadas, a besta cairá de joelhos, e os moradores da terra que não estiverem no Livro da Vida sucumbirão. Este Livro da Vida resulta daquilo que responde a uma realidade na ordem natural, abstraindo-se de todo um sistema cheio de mentiras convencionais e falsas aparências, cujo engano faz esquecer a desoladora verdade.
“Isto, para a mente que tenha sabedoria: as sete cabeças são sete montes, sobre os quais se senta a mulher, e são sete reis. Cinco deles caíram; um é, e o outro ainda não veio; e, quando vier, é necessário que dure pouco tempo”.
Apocalipsis 17:9-10
Isto revela que, dos sete sistemas políticos que governam a Terra, cinco deles caíram por serem marionetas dos dois que perduram. Referimo-nos aos Estados Unidos como representantes das democracias ultraliberais, e à China como representante do comunismo.
‘E o outro ainda não veio’: este define os pontos de vista dos dez chifres, ou dez poderes fácticos, que exercerão o seu poder de influência sobre a sociedade.
“A besta que era e já não é, é também o oitavo; e procede de entre os sete, e vai à perdição.
E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam reino; mas receberão autoridade como reis juntamente com a besta durante uma hora. Estes têm um mesmo propósito e entregarão o seu poder e a sua autoridade à besta. Pelejarão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque Ele é Senhor dos senhores e Rei dos reis; e os que estão com Ele são chamados, eleitos e fiéis”.
Apocalipse 17:11-14
Aqui, o termo ‘uma hora’ refere-se a ‘chegado o momento’, ou à hora, e nesses tempos ninguém poderá comprar nem vender se não tiver o número da besta na sua fronte e na sua mão direita, precisamente aqueles que se atêm a um modelo de pensamento conforme às diretrizes dos dez poderes fácticos; e o Cordeiro pelejará contra eles, e vencê-los-á; e os que estão com Ele são os fiéis à ordem natural.
“Disse-me também: As águas que viste, onde a prostituta se assenta, são povos, multidões, nações e línguas.
E os dez chifres que viste na besta, esses odiarão a prostituta, e pô-la-ão desolada e nua; e comerão as suas carnes, e queimá-la-ão no fogo; porque Deus pôs nos seus corações que executassem o seu intento: que tivessem um mesmo propósito e entregassem o seu reino à besta, até que se cumpram as palavras de Deus.
E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra”.
Apocalipse 17:15-18
As armas do Reino da Vida devem ser mostradas às pessoas; não são mais do que a capacidade de visualizar a magia existente na natureza humana em harmonia com as leis do Universo. Isto confere aos escolhidos um carácter essencialmente qualitativo e supremo, que fará reagir estes dez poderes fácticos, levando-os a voltar-se contra a grande prostituta e o seu modelo de hábitos, regras e leis sociais.
O SEXTO ANJO E A SUA TAÇA DA IRA
“O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e as suas águas secaram-se, para que fosse preparado o caminho para os reis do Oriente”.
Apocalipse 16:12
Um comunismo de economia de mercado livre é o suporte mais útil para o desenvolvimento do Estado. Não apenas no aspeto económico, por possuir uma economia forte e sustentável, mas também no fortalecimento da tecnologia e da defesa. Aqui, o Estado é mais poderoso do que as multinacionais que operam no país. Enquanto, nos países capitalistas, a economia se encontra condicionada pelas grandes multinacionais que neles operam, fazendo com que estas cresçam enormemente e se sobreponham ao próprio Estado. Todo o benefício económico do Estado é sustentado apenas pelos impostos dos cidadãos, encontrando-se em desvantagem perante o poder financeiro das multinacionais. Isto por um lado. E, por outro, todos eles se encontram em desvantagem perante a grande multinacional do Estado comunista, que cresce, cresce e não deixa de crescer. E, da mesma forma que cresce o seu poder económico, também cresce a sua tecnologia, tornando-se altamente competitiva face ao mundo ocidental capitalista e colocando em risco a economia deste.
A realidade revela-se diante dos olhos de todos, e as tarifas aduaneiras apresentam-se como a única forma de travar a potência asiática. A outra forma consiste em cortar os fluxos energéticos necessários ao desenvolvimento da sua economia, e o pensamento norte-americano, pela mão de Trump, não se fez esperar: invadir o país aliado da China que fornece o petróleo necessário à sua economia.
É certo que o objetivo da invasão é também impedir que o Irão desenvolva armamento nuclear, porque, dessa forma, se tornaria um país imune e intocável; porém, o objetivo principal orienta-se para desestabilizar o gigante asiático.
O encerramento do estreito de Ormuz por parte dos iranianos, bloqueando o fluxo de petróleo para a maioria dos países, provocou uma grave crise no desenvolvimento da economia dependente do petróleo. Esta medida tomada pelo Irão foi-lhe favorável no decurso da guerra, obrigando os Estados Unidos a assinar uma trégua, devido ao impacto económico que o bloqueio do estreito de Ormuz lhes acarreta.
Neste cenário, apenas alguns países se viram favorecidos, como a China e o Paquistão, porque o Irão continua a permitir a navegação de navios petrolíferos para esses países. E, pelo caminho, também a Rússia, porque os americanos, perante o défice petrolífero, levantaram-lhe o embargo à venda de petróleo.
É óbvio que o Irão não está sozinho na guerra contra os Estados Unidos e Israel, porque aos reis do Oriente não lhes interessa, de modo algum, deixá-lo cair.
No entanto, perante este cenário bélico e geoestratégico, o império contra-ataca e bloqueia por completo a passagem pelo estreito de Ormuz, ficando afetada a economia dos reis do Oriente. O rio Eufrates secou-se, e o caminho está preparado.
“E vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos, semelhantes a rãs”.
Apocalipse 16:13
Aqui temos o dragão, representado por Satanás; a besta, representada pelos Estados Unidos; e o falso profeta, o senhor Trump, abençoado por certas igrejas e por si mesmo (e assim se mostrou ao mundo como o representante de Deus na Terra), e da liberdade.
Certas causas no modo de agir contribuem para a formação de uma ideia semelhante a uma rã. Esta metáfora indica-nos que a rã vive tanto na água como na terra, fazendo uma clara alusão à natureza do homem, que já explicámos em capítulos anteriores: natureza Céu, terra e água (Apocalipse 12:12).
“… pois são espíritos de demónios, que fazem sinais e vão aos reis da terra de todo o mundo, para os reunir para a batalha daquele grande dia do Deus Todo-Poderoso”.
Apocalipse 16:14
Esta é a peregrinagem que o dragão empreende com espírito de demónio, traduzindo isto como o poder, “espírito”, que o dragão possui para programar a mente, “demónios”, e impor critérios negativos sobre os neurónios das pessoas da terra e da água. É assim que o dragão abre a sua boca através da boca das pessoas e faz sinais ‘para reunir os reis da terra para a batalha daquele grande dia do Deus Todo-Poderoso’.
“is que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha”.
Apocalipse 16:15
Traduzido significa: Bem-aventurado aquele que vigia e guarda os seus arquétipos, as vestes da moral, para que não ande nu e não vejam as suas vergonhas, os seus estereótipos ou a degeneração da moral.
“E reuniu-os no lugar que em hebraico se chama Armagedom”.
Apocalipse 16:16
A palavra Armagedom deriva da palavra hebraica “Moeb”, que significa assembleia. Assim, Armagedom vem a significar montanha da assembleia, fazendo uma clara referência à assembleia do monte Sinai e ao seu homólogo, o monte Sião, como símbolo do encontro de Deus com o homem para nele marcar a Sua lei, entendendo-se isto como a grande assembleia de Deus e das Suas regras de arquétipos, em oposição ao mundo da degeneração do homem estereotipado.
Além da taça que o sexto anjo derrama sobre o grande rio Eufrates para secar as águas, o que não é mais do que acabar com a água representada metaforicamente sob a forma do mal, da besta e dos ultra-ricos e poderosos, está a guerra da assembleia de Deus, a do encontro com o homem. É por isso que virá como ladrão na noite; portanto, vigia e guarda as tuas vestes, porque, se andares nu, terás batalha com Deus e a Sua lei cairá sobre ti.

