Autor: Antonio M. F.
Tradução: Luísa Coelho
PRÓLOGO — CAPÍTULO 14
O que até agora foi revelado começa, neste capítulo, a tornar-se evidente.
Já não como advertência nem como possibilidade, mas como manifestação.
Aquilo que o Homem acolheu em si, consciente ou inconscientemente, começa a expressar-se sem disfarce. As escolhas deixam de permanecer no plano invisível e passam a refletir-se na própria realidade.
Entre a multiplicidade de caminhos, torna-se possível distinguir aqueles que se mantiveram ligados ao princípio da vida, não apenas como resistência, mas como expressão viva dessa ligação. Não por imposição, mas por coerência interior. A sua presença não se impõe — revela-se.
Ao mesmo tempo, tudo o que se afastou dessa ordem natural segue o seu próprio curso, conduzindo, de forma inevitável, ao resultado que lhe corresponde.
Este é, assim, um tempo de clarificação.
Um tempo em que já não é possível ocultar o que se é, nem sustentar o que não tem fundamento.
E, no desenlace do capítulo, essa verdade impõe-se: cada realidade revela o fruto daquilo que a originou.
CAPÍTULO 14 — A MULHER E O DRAGÃO
“Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés, e sobre a sua cabeça uma coroa de doze estrelas”.
Apocalipse 12:1
Quem reconhece a mulher permanece com o Céu, e as suas portas abrem-se-lhe. A conceção da mulher é o termo utilizado pelo Céu para designar a doutrina de Cristo: a esposa do Cordeiro.
“Alegremo-nos, regozijemo-nos e demos-Lhe glória; porque chegaram as bodas do Cordeiro, e a sua esposa preparou-se”.
Apocalipsis 19:7
A energia original da vida no planeta é a energia que emana do Sol. Aqui, o Sol define uma metáfora em relação à luz de que os Homens necessitam para transcender, determinada pela doutrina de Cristo. Assim, a luz ténue da Lua é a luz débil que ilumina a noite escura do mundo e situa-se debaixo dos seus pés. É a grande manifestação da doutrina do Reino, que se eleva sobre uma doutrina já antiga, baseada nos rituais e com o único propósito de manter a mensagem bíblica, mas desprovida de verdadeira transcendência.
O sábio e santo é o ser humano através do qual fluem os conhecimentos da vida misteriosa; e, embora o conhecimento do místico possa parecer opulento e brilhante, a erva daninha abunda nas suas conceções, num mundo dominado pelo diabo, que os maneja como marionetas e os torna prisioneiros de uma vaidade espiritual.
É necessário governar o grande reino da mística pela mão de Deus, e o Apocalipse de João revela quem são os portadores dessa semente: os cento e quarenta e quatro mil, doze mil por cada uma das doze tribos de Israel.
“E ouvi o número dos selados: cento e quarenta e quatro mil selados, de todas as tribos dos filhos de Israel.
Da tribo de Judá, doze mil selados. Da tribo de Rúben, doze mil selados. Da tribo de Gad, doze mil selados. Da tribo de Aser, doze mil selados. Da tribo de Naftali, doze mil selados. Da tribo de Manassés, doze mil selados. Da tribo de Simeão, doze mil selados. Da tribo de Levi, doze mil selados. Da tribo de Issacar, doze mil selados. Da tribo de Zebulom, doze mil selados. Da tribo de José, doze mil selados. Da tribo de Benjamim, doze mil selados”.
Apocalipse 7:4-8
As almas dos cento e quarenta e quatro mil das tribos de Israel repousam hoje nos corpos dos gentios (gente não judia), com a ressalva de que haverá um remanescente de Israel, onde apenas sete mil serão salvos.
“Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo: Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e procuram tirar-me a vida? Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal.
Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça. E, se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. E, se é pelas obras, já não é graça; de outra maneira, a obra já não é obra.
Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos, como está escrito: Deus lhes deu espírito de profundo sono, olhos para não verem e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje. E Davi diz: Torne-se-lhes a sua mesa em laço, e em armadilha, e em tropeço, e em retribuição; escureçam-se-lhes os olhos para não verem, e encurvem-se-lhes continuamente as costas”.
El remanente de Israel -Romanos 11: 1:10
“Digo, pois: Porventura tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum; mas pela sua transgressão veio a salvação aos gentios, para os provocar ao zelo. E se a sua transgressão é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais o será a sua plena restauração?
Porque é a vós que falo, gentios. Sendo eu apóstolo dos gentios, honro o meu ministério, para ver se, de algum modo, posso provocar ao zelo os da minha linhagem e salvar alguns deles. Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, que será a sua admissão, senão vida de entre os mortos?
E, se as primícias são santas, também a massa o é; e, se a raiz é santa, também o são os ramos. E, se alguns dos ramos foram desgajados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado no lugar deles, e feito participante da raiz e da rica seiva da oliveira, não te glories contra os ramos; e, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás, pois: Os ramos foram desgajados para que eu fosse enxertado. Está bem; pela incredulidade foram desgajados, mas tu estás em pé pela fé.
Não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também a ti não poupará. Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: a severidade, certamente, para com os que caíram; mas a bondade, para contigo, se permaneceres nessa bondade; de outro modo, também tu serás desgajado. E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque Deus é poderoso para os tornar a enxertar.
Porque tu foste desgajado da oliveira que, por natureza, é brava, e, contra a natureza, foste enxertado na oliveira boa, quanto mais estes, que são os ramos naturais, serão enxertados na sua própria oliveira?”.
La salvación de los gentiles – Romanos 11:11-24
É o poder de Deus um elemento integrador, para dar curso às almas, integrando-as num novo corpo (processo de reencarnação).
Aqui, em Romanos, o apóstolo Paulo, constituído como apóstolo dos gentios, utiliza a metáfora da oliveira para designar os cento e quarenta e quatro mil selados. Assim: a raiz da oliveira é a das tribos de Israel; os ramos, os seus descendentes em corpo e alma de Israel, fazendo uma alusão clara ao remanescente de Israel; e a oliveira brava refere-se aos gentios, que foram enxertados com a alma da raiz da oliveira, que são o resto dos cento e quarenta e quatro mil das tribos de Israel.
O desejo de riqueza e o mercantilismo são o tom básico do povo de Israel, percetível em todos os tempos. E é por isso que, como diz Elias, invocando a Deus: “Aos teus profetas deram morte, e os teus altares (as tuas leis) derribaram, e só eu fiquei”. E, como disse David: “Seja a sua mesa em laço, e em rede, e em tropeço, e em retribuição; escureçam-se os seus olhos para que não vejam, e encurva-lhes as costas para sempre”.
O povo de Israel foi-se convertendo cada vez mais em adversário de Deus.
“Responderam e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão.
Responderam e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas agora procurais matar-me a mim, homem que vos tenho falado a verdade, a qual ouvi de Deus; Abraão não fez isto. Vós fazeis as obras do vosso pai.
Disseram-lhe, pois: Nós não nascemos de prostituição; temos um só Pai, que é Deus.
Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis; porque eu saí de Deus e vim; pois não vim de mim mesmo, mas Ele enviou-me. Por que não entendeis a minha linguagem? Porque não podeis ouvir a minha palavra. Vós sois do vosso pai, o diabo, e quereis fazer os desejos do vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque não há verdade nele. Quando fala mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas a mim, porque vos digo a verdade, não credes. Quem dentre vós me convence de pecado? E, se vos digo a verdade, por que não credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus”.
Sois de vuestro padre el diablo – João 8:39-47
“Responderam então os judeus, e disseram-lhe: Não dizemos nós bem que és samaritano e que tens demónio?
Respondeu Jesus: Eu não tenho demónio; antes honro o meu Pai, e vós desonrais-me. Mas eu não busco a minha glória; há quem a busque e julgue. Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.
Disseram-lhe então os judeus: Agora sabemos que tens demónio. Abraão morreu, e os profetas; e tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte. És tu, porventura, maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? E também os profetas morreram! Quem te fazes?
Respondeu Jesus: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória nada é; é o meu Pai que me glorifica, o qual vós dizeis que é vosso Deus. Mas vós não o conheceis; eu, porém, conheço-o; e, se disser que não o conheço, serei mentiroso como vós; mas conheço-o e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia; e viu-o, e alegrou-se.
Disseram-lhe então os judeus: Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão?
Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Antes que Abraão fosse, eu sou.
Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus escondeu-se e saiu do templo; e, passando pelo meio deles, retirou-se”.
A preexistencia de Cristo – João 8:48-59
O cunho amargo de toda a trajetória do povo de Israel está representado na crucificação do Messias. Isto é o que se depreende das suas obras como facto mais relevante. E não só deram morte aos profetas de Deus, como também crucificaram o seu próprio Filho. Terá, pois, Deus rejeitado o seu povo em vão?
‘E sobre a sua cabeça, uma coroa de doze estrelas’ não é mais do que a representação das doze tribos de Israel.
“E, estando grávida, clamava com dores de parto e sofria angústias para dar à luz”.
Apocalipse 12:2
Há que deixar-se conduzir conforme a posição que a mulher ocupa no contexto do mundo. Por um lado, a rejeição que suscita nos demais o facto de romper com hábitos tóxicos e de enfrentar os estereótipos: ser vegetariano, não tomar fármacos, não se vacinar, etc. E, por outro lado, o padecimento da abominação desoladora, num caminho cheio de demónios dispostos a acabar com a vida e a torná-la dolorosa.
“Portanto, quando virdes no lugar santo a abominação desoladora de que falou o profeta Daniel (quem lê, entenda)”.
Mateus 24:15
“Muitos serão limpos, e embranquecidos e purificados; os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os entendidos compreenderão.
E desde o tempo em que for tirado o contínuo sacrifício até à abominação desoladora haverá mil duzentos e noventa dias”.
Daniel 12:10-11
“E apareceu também outro sinal no céu: eis um grande dragão escarlate, que tinha sete cabeças e dez chifres, e nas suas cabeças sete diademas”.
Apocalipse 12:3
Não conhecer a alegria de viver, viver com o temor constante da morte, sair por completo do mundo sem dar qualquer grito de júbilo, e viver no mais intenso desassossego, este é o grande propósito do dragão escarlate. Aqui, Satanás atua como um dragão capaz de ferir e matar (sangue — escarlate).
‘Que tinha sete cabeças’. Esta é a conceção de sete regimes políticos que governam a Terra e que estão regidos pelo dragão: democracias liberais, ditaduras comunistas, regimes militares, teocracias, tecnocracias parlamentares, monarquias absolutistas e etnocracias.
Quanto aos dez chifres, são os dez poderes fácticos de que se fala no capítulo anterior: educação, poder executivo, judicatura, meios de informação, sistema de saúde, indústria, religiões, música tóxica, poder financeiro e poder militar e policial.
Vemos nos diademas sobre as cabeças um tipo de coroa ou mandato, que não é de ouro como símbolo de um poder real e verdadeiro, mas o diadema representa um poder subsidiário, limitado ao âmbito do momento e perecível. E, da mesma forma que se atribui um diadema à serva de uma casa, o poder que lhe é concedido está limitado apenas ao serviço da casa.
“E a sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra. E o dragão pôs-se diante da mulher que estava para dar à luz, a fim de devorar o seu filho assim que nascesse”.
Apocalipse 12:4
A natureza de um anjo é aquela que o faz brilhar com luz própria. Ele alcançou essa transformação alquímica que governa a vida e a morte, no seu contexto estelar, onde é arrastado (cauda) pelo mandato do dragão, do mesmo modo que uma estrela é arrastada pelo movimento da galáxia, mas que, ao mesmo tempo, exerce o seu domínio sobre os planetas e satélites que a servem (órbitas).
É importante colocar grande ênfase em saber e conhecer os seres que governam o Universo ou o Céu, este como conceito original de carácter essencial de uma supraconsciência evolutiva, e que se define como anjo. Vemos, pois, neste versículo, claramente, que um terço dos anjos constitui o potencial do dragão, face a dois terços de anjos que compõem o potencial de Deus.
E o dragão lançou sobre a terra a terça parte das estrelas. Não se deve entender a terra em sentido literal, mas, como já vimos em capítulos anteriores, corresponde à parte da criação: “Deus criou os céus e a terra”. Esta terra, à qual os alquinaturistas chamam Vis Medicatrix, atua como elemento talâmico com distintas funções:
- 1VM: Registo da biomemória dos neurónios-mãe.
- 2VM: Liberta informação falsa ou estereotipada da biomemória
- 3VM: Controlo da biomemória dos neurónios.
- 4VM: Liberta recetores que o diabo utiliza para enviar demónios.
- 5VM: Rege as transgressões da moral e atua como um juiz que castiga o organismo, de forma semelhante a uma doença autoimune.
- 6VM: Responsável pelo teste da informação contida na biomemória
- 7VM: Responsável pelo teste do mapa somatotópico das doenças.
- 8VM: Árvore das Delícias, capaz de emular a fisionomia, interpretar os sonhos, intuir realidades, percecionar elementos contaminantes, fenómenos naturais e sobrenaturais.
- 9VM: Exerce controlo sobre as leis da equidade, como elemento de coesão social coerente.
- 10VM:
- Elimina recetores locais para demónios.
- Árvore da Ciência do Bem que estabelece a ligação de Deus com o Homem.
- Árvore da Ciência do Mal que estabelece a ligação de Satanás com o Homem, exercendo a partir daqui o controlo dos seres humanos.
- 11VM: Atua como um amortecedor dos efeitos das radiações que o dragão exerce sobre os Homens.
- 12VM: É a sede da alma.
“Assim foram acabados os céus e a terra, e todo o exército deles”.
Génesis 2:1
Vemos, pois, aqui, como o dragão faz guerra à terra, lançando sobre ela os seus anjos, fazendo abortar, controlar, alterar e destruir as suas funções, e assim acabar com o Homem de Deus.
Conhecer e fazer coincidir o relato dos acontecimentos com a profecia, onde o filho da mulher é vilmente assassinado aos treze anos de idade; ali, após o início de uma etapa ascética no nascimento da mulher como doutrina, o filho chamado a governá-la é devorado pelo dragão.
“E deu à luz um filho varão, que regerá todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono”.
Apocalipse 12:5
Este facto histórico, conhecido por muitos, constitui o cumprimento da profecia:
“Quando Salomão acabou a obra da casa de Jeová, e a casa real, e tudo o que Salomão quis fazer, apareceu Jeová a Salomão pela segunda vez, como lhe tinha aparecido em Gabaon.
E disse-lhe Jeová: Eu ouvi a tua oração e a tua súplica que fizeste na minha presença. Eu santifiquei esta casa que edificaste, para nela pôr o meu nome para sempre; e nela estarão os meus olhos e o meu coração todos os dias. E, se andares diante de mim como andou David, teu pai, em integridade de coração e em equidade, fazendo todas as coisas que te tenho mandado, e guardando os meus estatutos e os meus decretos, eu firmarei o trono do teu reino sobre Israel para sempre, como falei a David, teu pai, dizendo: Não faltará varão da tua descendência no trono de Israel. Mas, se obstinadamente vos apartardes de mim, vós e os vossos filhos, e não guardardes os meus mandamentos e os meus estatutos que pus diante de vós, mas fordes e servirdes a deuses alheios, e os adorardes; então cortarei Israel da face da terra que lhes dei; e esta casa que santifiquei ao meu nome, lançá-la-ei da minha presença, e Israel será por provérbio e dito entre todos os povos; e esta casa, que estava em estima, todo aquele que por ela passar se espantará, e zombará, e dirá: Por que fez assim Jeová a esta terra e a esta casa? E dirão: Porque deixaram a Jeová, seu Deus, que tirara os seus pais da terra do Egipto, e se apegaram a deuses alheios, e os adoraram e os serviram; por isso Jeová trouxe sobre eles todo este mal”.
Pacto de Deus com Salomão – 1 Reis 9:19
“Mas o rei Salomão amou, além da filha de Faraó, muitas mulheres estrangeiras: das de Moabe, das de Amom, das de Edom, das de Sidom e das heteias; nações das quais Jeová tinha dito aos filhos de Israel: Não vos unireis a elas, nem elas se unirão a vós; porque certamente farão inclinar os vossos corações para os seus deuses. A estas, pois, se uniu Salomão com amor.
E teve setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e as suas mulheres desviaram o seu coração. E sucedeu que, sendo já Salomão velho, as suas mulheres inclinaram o seu coração para deuses alheios, e o seu coração não era perfeito para com Jeová, seu Deus, como o coração de David, seu pai. Porque Salomão seguiu a Astorete, deusa dos sidónios, e a Milcom, abominação dos amonitas. E fez Salomão o que era mau aos olhos de Jeová, e não seguiu plenamente a Jeová, como David, seu pai.
Então edificou Salomão um lugar alto a Quemos, abominação de Moabe, no monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, abominação dos filhos de Amom. Assim fez para todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e ofereciam sacrifícios aos seus deuses.
E indignou-se Jeová contra Salomão, porquanto o seu coração se tinha desviado de Jeová, Deus de Israel, que lhe aparecera duas vezes, e lhe tinha ordenado acerca disto, que não seguisse a deuses alheios; porém ele não guardou o que Jeová lhe ordenara.
E disse Jeová a Salomão: Porquanto houve isto em ti, e não guardaste o meu pacto e os meus estatutos que te mandei, certamente rasgarei de ti o reino e o darei ao teu servo. Contudo, não o farei nos teus dias, por amor de David, teu pai; rasgá-lo-ei da mão do teu filho. Porém não rasgarei todo o reino, mas darei uma tribo ao teu filho, por amor de David, meu servo, e por amor de Jerusalém, a qual escolhi.
E suscitou Jeová um adversário a Salomão: Hadade, edomita, de sangue real, o qual estava em Edom. Porque, quando David estava em Edom, e subiu Joabe, general do exército, a enterrar os mortos, matou todos os varões de Edom (porque durante seis meses ali permaneceu Joabe, e todo o Israel, até que exterminou todo o sexo masculino em Edom), Hadade fugiu, e com ele alguns varões edomitas, dos servos de seu pai, e foi para o Egipto; era então Hadade rapaz pequeno. E levantaram-se de Midiã, e vieram a Parã; e, tomando consigo homens de Parã, vieram ao Egipto, a Faraó, rei do Egipto, o qual lhes deu casa, lhes ordenou mantimento e ainda lhes deu terra. E achou Hadade grande favor diante de Faraó, o qual lhe deu por mulher a irmã de sua mulher, a irmã da rainha Tafnes. E a irmã de Tafnes deu à luz o seu filho Genubate, ao qual Tafnes desmamou em casa de Faraó; e estava Genubate em casa de Faraó, entre os filhos de Faraó. E ouvindo Hadade, no Egipto, que David dormira com seus pais, e que Joabe, general do exército, era já morto, disse Hadade a Faraó: Deixa-me ir para a minha terra. E Faraó lhe disse: Mas que te falta comigo, para que procures ir para a tua terra? E ele respondeu: Nada; contudo, rogo-te que me deixes ir.
Levantou também Deus um adversário contra Salomão: Rezom, filho de Eliada, o qual fugira de seu senhor Hadadezer, rei de Zobá. E ajuntara gente contra ele, e fizera-se capitão de um bando, quando David desbaratou os de Zobá. Depois foram para Damasco, e ali habitaram, e o fizeram rei em Damasco.
E foi adversário de Israel todos os dias de Salomão; e foi outro mal para Israel, juntamente com o de Hadade, porque odiava Israel, e reinou sobre a Síria.
Também Jeroboão, filho de Nebate, efrateu de Zereda, servo de Salomão, cuja mãe se chamava Zerua, a qual era viúva, levantou a sua mão contra o rei. A causa por que este levantou a sua mão contra o rei foi esta: Salomão, edificando Milo, fechou a brecha da cidade de David, seu pai. E este homem, Jeroboão, era valente e esforçado; e vendo Salomão ao jovem que era homem diligente, encarregou-o de toda a carga da casa de José. E sucedeu, naquele tempo, que, saindo Jeroboão de Jerusalém, o encontrou no caminho o profeta Aías, silonita; e este estava coberto com uma capa nova, e estavam ambos sós no campo. E, tomando Aías a capa nova que tinha sobre si, rasgou-a em doze pedaços, e disse a Jeroboão: Toma para ti dez pedaços; porque assim disse Jeová, Deus de Israel: Eis que rasgarei o reino da mão de Salomão, e a ti te darei dez tribos; porém ele terá uma tribo, por amor de David, meu servo, e por amor de Jerusalém, cidade que escolhi de todas as tribos de Israel; porquanto me deixaram, e adoraram a Astorete, deusa dos sidónios, a Quemos, deus de Moabe, e a Moloque, deus dos filhos de Amom; e não andaram nos meus caminhos, para fazer o que é reto aos meus olhos, nem os meus estatutos, nem os meus decretos, como fez David, seu pai. Contudo, não tirarei nada do reino da sua mão, mas mantê-lo-ei por príncipe todos os dias da sua vida, por amor de David, meu servo, o qual escolhi e guardou os meus mandamentos e os meus estatutos. Mas tirarei o reino da mão de seu filho, e to darei a ti, as dez tribos. E a seu filho darei uma tribo, para que David, meu servo, tenha lâmpada todos os dias diante de mim, em Jerusalém, cidade que escolhi para pôr nela o meu nome. E a ti te tomarei, e reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma, e serás rei sobre Israel. E será que, se ouvires tudo o que eu te mandar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto aos meus olhos, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez David, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei casa firme, como a edifiquei a David, e te entregarei Israel. E afligirei a descendência de David por causa disto, porém não para sempre.
Por isso, Salomão procurou matar Jeroboão; porém Jeroboão se levantou e fugiu para o Egipto, a Sisaque, rei do Egipto, e esteve no Egipto até à morte de Salomão”.
A apostasia e as dificuldades de Salomão – 1 Reis 11:1-40 – 1 Reis 11:1-40
Não se deve perder de vista a promessa que Deus faz a Salomão: “Eu firmarei o trono do teu reino sobre Israel para sempre” (1 Reis 9:5). Posteriormente, é muito drástica a descrição do comportamento de Salomão, que o leva a cair em apostasia. O que se segue faz parte da reação de Deus perante este facto, tal como é relatado; contudo, não se deve esquecer que, por David, Salomão é restaurado. “E afligirei a descendência de David por causa disto, porém não para sempre”, (1 Reis 11:39).
Perante este facto transgressor de Salomão, a sua redenção passa por um preço a pagar no espaço e no tempo, e Satanás, o dragão, reclama a sua adoração, e é devorado no nascimento da mulher, doutrina. Contudo, “é arrebatado para Deus e para o seu trono”.
A lua veio à minha casa
e está a olhar para o menino.
Vai-te, lua, lua.
Não o leves nos teus braços.
A rosa cheia com o vento forte,
cheia com o luto negro,
cheia de espanto se torna,
cheia de vinte dores
a sua pena negra escarnece.
Só, só, eu me encontro só.
Só eu com os meus pesares.
Onde está a figueira serrana,
suportando a minha ‘via’ na Terra
até ao último ‘gemido’ da alba?
“E a mulher fugiu para o deserto, onde tem um lugar preparado por Deus, para que ali a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias”.
Apocalipse 12:6
É difícil, mas não impossível, seguir o rasto da fuga da mulher para o deserto, isolada na casa, numa solidão montanhosa, exalando a história do antigo, eliminando todo o contacto com o mundo, seja com pessoas ou com os meios de comunicação, e onde apenas prevalecia a relação de sustento. Assim, toda a relação que saía deste contexto era reprimida pelos grandes demónios. Toda a metafísica da consulta alquinaturista tinha ficado petrificada, e cada mocho penava no seu ramo de oliveira. A consciência proclamada ao Céu permanecia imóvel, e o eu individual perecia na sede da ilusão, mergulhando numa carência de expectativas.
Quem me viu e quem me vê.
Quem acredita sem saber.
Não é uma história qualquer
que alguém possa entender.
Por Alcalá de Guadaíra chora o rio
em madrugadas distantes.
Vê-se, desde o pensamento,
uma vida que se parte.
Por Rafael estou de luto.
Por Salomão tenho ferida.
A noite chama o amargo.
O dia triste me fita.
A vida afia facas
no deserto divino,
sem escutar os ciganos,
apenas as asas do grilo.
“Depois houve uma grande batalha no céu: Miguel e os seus anjos lutavam contra o dragão; e lutavam o dragão e os seus anjos”.
Apocalipses 12:7
O não atuar significa não se completar na qualidade que o eleva ao infinito, acima de todas as coisas. Deus serve-se do arcanjo Miguel para impulsionar o Homem nos critérios alquímicos, a fim de encontrar o elixir da vida, elemento fundamental que depende do Céu.
Esta conceção de Céu, que já foi explicada em capítulos anteriores, não é mais do que a parte do tálamo que rege funções neurológicas fundamentais para a transcendência metafísica do Homem.
As suas funções formam sistemas da consciência, como: o controlo da moral, os estados mentais, o mapa somatotópico das doenças, o sistema suprassensorial alquímico que rege a consciência do médico, a intuição, a escrita e a leitura, o contacto com a realidade, a consciência coletiva, o elemento cognitivo, a virtude da ordem, a genialidade, a metafísica, as Seis Janelas do Céu e as atividades desportivas, musicais e laborais.
O Tao Consciência Superior, TCS, como o denominamos na medicina alquinaturista, representa a consciência suprema, e o seu desenvolvimento eleva o ser a um plano celestial. Esta asserção apocalíptica, ou verdade inquestionável, define a essência do Homem no seu caminho de transformação em anjo, facto que contraria os planos do dragão e dos seus anjos, bem como a sua existência futura no seu estatuto divino.
“Mas não prevaleceram, nem mais se achou lugar para eles no céu”.
Apocalipses 12:8
Aqui, os desígnios, nascidos do poder de Deus, permitem evitar o controlo do dragão sobre o Céu ou Tao Consciência Superior.
“E foi lançado fora o grande dragão, a serpente antiga, que se chama diabo e Satanás, o qual engana todo o mundo; foi lançado à terra, e os seus anjos foram lançados com ele”.
Apocalipse 12:9
Vemos desencadear-se as forças celestiais de Deus contra as múltiplas faces de Lúcifer. Cada um dos nomes pelos quais é designado denota o seu modo de atuar dentro de uma ação ou de um contexto específico:
- Dragão: ataca o povo santo com demónios.
- Serpente: engana com o veneno da sua boca (enganou Eva).
- Diabo: divide e cria múltiplas doutrinas e critérios diferentes.
- Satanás: aquele que se opõe a Deus.
- Lúcifer: anjo de luz.
‘E foi lançado à terra. Uma vez eliminado o dragão da fluidez do Tao Consciência Superior, já só pode atuar sobre a Terra. Aqui é fundamental que não haja qualquer dúvida ao comparar o divino, Céu ou Tao Consciência Superior, com o plano terreno, Terra ou Tao Consciência Inferior, sendo este último responsável por controlar as funções neurofisiológicas próprias do organismo, que carecem de elementos de transcendência para a pessoa. Estas funções elementares mantêm o ciclo vital da vida, mas não fazem parte da metafísica do Homem.
“Então ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora veio a salvação, o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, o que os acusava diante do nosso Deus, de dia e de noite”.
Apocalipse 12:10
Isto mostra-nos a diferença entre o Homem ancorado no seu destino negro, prisioneiro do pecado original, e o Homem já libertado no essencial, disposto a dar o salto para a lucidez da consciência: ‘Agora veio a salvação, o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo’.
‘Porque foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos’. O dragão exerce a ação de mandar demónios aos que praticam a ordem natural, para os fazer cair e enfermar, e com a influência que gera nas pessoas que nos observam e que se mostram fiéis ao sistema sanitário sustentado pelo dragão. Estes estão atentos a qualquer debilidade ou doença que tenhamos, e não hesitam em nos acusar e pressionar para que sigamos a rota demoníaca da medicina da serpente.
“E eles venceram-no pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho, e menosprezaram as suas vidas até à morte”.
Apocalipses 12:11
O sangue do Cordeiro é reconhecido como a sua crucificação. Este sacrifício, imposto como condição, é o verdadeiro tesouro da redenção do Homem. A conceção que induz a seguir o seu caminho é a sua obra e o testemunho que dela dão os apóstolos. E, da mesma forma que o fez o Mestre e o fizeram os apóstolos, também nós o fizemos, suportando demónios e menosprezando as nossas vidas até à morte.
“Pelo que alegrai-vos, céus, e vós que neles habitais. Ai dos moradores da terra e do mar! Porque o diabo desceu até vós com grande ira, sabendo que tem pouco tempo”.
Apocalipse 12:12
Recordemos que a natureza Céu é um estado de asserção da consciência, com base num modelo de vida, e que a exalamos mediante a sua roda de seis asas: música, educação, desporto, alimentação vegetariana, medicina natural e relações com Deus e com o mundo da moral e da metafísica.
Ai dos moradores da terra! Daqueles que vivem petrificados na trivialidade mundana e seguem as consignas de um mundo dirigido pelo diabo e contrário ao mundo do Céu.
‘E do mar’. Esta é a natureza dos dirigentes dos poderes fácticos. São os servidores de Satanás na Terra, aqueles que engolem as riquezas e se tornaram poderosos.
‘Porque o diabo desceu até vós com grande ira, sabendo que tem pouco tempo.’ O diabo é muito mais radical neste aspeto. Para ele, o modelo do mundo deve ser eficiente na sua autodestruição. E, se isso não acontece, é porque os seus servidores lhe falharam, e “Roma” não só não paga o fracasso, como quer eliminar os fracassados.
“E, quando o dragão viu que tinha sido lançado à terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão”.
Apocalipse 12:13
Todo o mal provém da guerra silenciosa que o dragão desfere sobre a gente do Céu, sob a forma de demónios, e que, um após outro, pode chegar a provocar a morte.
“E foram dadas à mulher as asas da grande águia, para que voasse de diante da serpente para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo”.
Apocalipse 12:14
Aqui Deus provê o modo de se defender perante uma guerra sem tréguas. Para isso, é essencial possuir um teste alquinaturista seguro e fiável, capaz de identificar as verdadeiras necessidades terapêuticas e de combater os demónios por meio de elementos sanadores e ativos dos organismos, que se restabelecem com as terapias idóneas.
A obra das asas da grande águia permite vislumbrar a libertação de todo o tipo de ataduras, quer sejam provocadas por demónios ou por doença. Só uma capacidade assim pode facilitar-nos o acesso ao universo do diagnóstico, que está para além de uma ladainha de especulações. A ação suprema do teste chega a harmonizar-se com os influxos únicos que lhe permitem agir com autenticidade sobrenatural.
Para além do 6VM, lumbrera menor, que nos permite aceder ao mapa somatotópico das doenças e navegar com o teste, temos o 7VM, lumbrera maior, que pode aceder à biomemória dos neurónios, testando como está organizada a informação; estes constituem os dois sistemas da Terra, Vis Medicatrix, responsáveis por gerir o teste alquinaturista e nomeados metaforicamente como lumbrera maior e lumbrera menor (Génesis 1:14-17), fazendo alusão à luz que nos permite o diagnóstico, aqui instaurado no 6 e no 7VM, mas o que deveria ser vê-se truncado com a intervenção do dragão, abortando as possibilidades do teste. Assim, perante isto, Deus dota a mulher das asas da grande águia, mecanismo que confere um impulso ao teste e o torna invulnerável. Este mecanismo neuronal está situado no 10VM Árvore da Vida, na rota 5, e confere ao teste um impulso essencial, uma vez que está dotado de recetores de energia cósmica, fotónica e vibracional.
A magia das asas da grande águia permite à mulher “voar de diante da serpente”. Isto significa que a serpente lança veneno pela sua boca através das pessoas, “o acusador dos nossos irmãos”, por ter atingido algum membro da mulher.
Assim, a mulher pode chegar ao deserto, ao seu lugar. A conceção de deserto é um estado marcado por uma solidão pactuada, onde a mulher não recebe nenhuma graça do Céu.
O touro da refrega
vem com água de neve.
Anjos negros, com asas,
e navalhas de Albacete.
Solidão de mil dores,
sem céu de brancos impulsos,
sem o leite celestial
que torna sãos os ossos.
Alho de vida agónica,
só com pão de punhais,
com um Messias sofrendo,
sem socorrer os pesares.
- Assim, a mulher vai para o seu lugar. É desta maneira que a mulher fica após o pacto apocalíptico entre Deus e o diabo, longe de uma ajuda essencial que possa receber da parte de Deus para restabelecer a sua saúde, mermada pelos demónios, e sustentada apenas através da informação vital que recebe para a sustentação da vida e para a luta contra a doença e os seus demónios. E será por “um tempo, e tempos, e metade de um tempo”:
- Um tempo: corresponde à época em que a mulher foge para o deserto, versículo 6 deste capítulo, e que são mil duzentos e sessenta dias.
- Tempos: trata-se aqui de um fenómeno que está sempre ligado ao facto de alcançar um conhecimento revelado a partir da encriptação do Apocalipse, e que corresponde a dois tempos: o primeiro vai até à revelação dos selos, facto já passado e que temos revelado no Reino da Vida; e o segundo está relacionado com a revelação das trombetas, facto que está prestes a concluir-se com a finalização deste capítulo, e que certifico, em Alcalá de Guadaíra, no dia de hoje, com data de vinte e cinco de março do ano de dois mil e vinte e seis.
- A metade de um tempo: decorre até à revelação da metade da quarta praga.
“E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que fosse arrastada pelo rio”.
Apocalipse 12:15
Aquilo que traduzimos como a abominação desoladora, “um tempo, e tempos, e a metade de um tempo”, supõe um rio de água. Demónios ao longo de trinta e três anos, lançando-os da sua boca, pois com isso abominava o lugar santo, provocando doenças e inclusive algumas mortes, atuando como acusador por meio das pessoas.
“Mas a terra ajudou a mulher, pois a terra abriu a sua boca e engoliu o rio que o dragão tinha lançado da sua boca”.
Apocalipse 12:16
A Terra, a Vis Medicatrix, com potestade soberana, revela a sua surpreendente capacidade. E a melhor prova disso é a sua autenticidade histórica. Mas estas coisas há que as sentir e vivê-las, e não se podem contar.
Em certas condições adversas do organismo, o mal encarnava-se em processos de crise permanentes, com disfunções orgânicas que conduziam a mulher por uma via-sacra. Também se tornava difícil, senão impossível, seguir o rasto da quantidade de demónios que o dragão foi lançando pela sua boca ao longo dos trinta e três anos de penitência.
Na atual configuração da Terra, Vis Medicatrix, já reina uma situação cujo princípio básico é eliminar os demónios que restem e levar o organismo a continuar a progredir no peregrinar rumo à saúde e à metafísica do ser.
“Então o dragão encheu-se de ira contra a mulher e foi fazer guerra contra o resto da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo”.
Apocalipse 12:17
O dragão considera que a resistência do ser humano é débil. Descreve-a na medida em que não manifesta o comportamento adequado em cada instante e em qualquer situação. O seu critério baseia-se também no facto de o organismo não ser capaz de suportar situações de agressividade demoníaca tão drásticas. Deduz-se, assim, que ele pensava ganhar a batalha deste pacto apocalíptico. Com base nisso, temos aqui a visão de uma abominação desoladora brutal, onde a vida por vezes estava no fio de uma navalha e, de forma clara, se gerava não apenas no exterior, mas também dentro do grupo que compõe o corpo da mulher, um clima de desconfiança e, por vezes, de negação, que originaram consequências desastrosas. É desta forma que a serpente lançava um rio de água pela sua boca, envenenando a verdade e acusando tanto de fora como de dentro.
Esta é a ira do dragão. A do seu próprio fracasso. Convencido de que iria vencer, parte então para fazer guerra contra o resto da descendência da mulher.
Os selados são os componentes do corpo da mulher, e a grande maioria deles tem estado à margem desta guerra apocalíptica. Apenas alguns a sofreram. É por isso que o dragão começa a procurar os restantes componentes que constituem os cento e quarenta e quatro mil selados, a descendência da mulher, para assim poder eliminá-la, fazendo-lhes guerra: ‘os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo’.
A via vermelha alquinaturista é a única via capaz de produzir uma mudança transcendental no ser, que o conduz à sua transformação em anjo. Todas as restantes vias contêm certos traços em comum com o modelo filosófico ou doutrinal alquinaturista: pessoas que praticam disciplinas orientais, como artes marciais, taichi, qigong e yoga, que de alguma forma predispõem a uma vida saudável, ligada ao natural; vegetarianos, praticantes de medicina natural e seguidores de doutrinas e modelos filosóficos afins à doutrina de Deus.
A SÉTIMA TROMBETA
“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve grandes vozes no céu, que diziam: Os reinos do mundo passaram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos”.
Apocalipse 11:15
O toque da sétima trombeta encerra a semente já madura dos fenómenos apocalípticos ocorridos. Assim, ocupa uma posição no encadeamento dos acontecimentos que impulsiona as ações das promessas reveladas a virem à luz e a materializarem-se. Esta trombeta produz um efeito em que os desígnios se realizam, nascidos da atividade do Céu e do lugar santo aqui na Terra. É por isso que o que agora se manifesta é o reino de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo, que reinará pelos séculos dos séculos.
“E os vinte e quatro anciãos, que estavam sentados diante de Deus nos seus tronos, prostraram-se sobre os seus rostos e adoraram a Deus”.
Apocalipse 11:16
Os vinte e quatro anciãos são uma alusão direta aos cento e quarenta e quatro mil selados, no seu conceito de moral. Isto designa uma moral retomada de uma vida anterior (ancião), que corresponde à raiz dos doze mil de cada uma das doze tribos de Israel. Estes vinte e quatro anciãos, sentados diante de Deus nos seus tronos, são a expressão de uma moral arquetípada, uma vez depurados os estereótipos, que contemplam Deus face a face, sentados no trono da moral da sua doutrina, adorando a Deus que a representa.
24 Anciãos da Moral:
Canal SER ELEMENTO:
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Ponto |
Princípio |
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1 SE |
Não ignorar a bagagem afetiva do parceiro, por: · Ciúmes (domínio, posse, infidelidade) · Insatisfação (sexo, fisionomia). · Ante situações de adversidade ou conflitos. |
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2 SE |
Procurar a justiça social. |
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3 SE |
Não travar o desenvolvimento dos outros. |
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4 SE |
Ser respeitosa com outras doutrinas, ideias, etc. |
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5 SE |
Aceitar as dificuldades da vida. |
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6 SE |
Enfrentar os conflitos, não fugir deles. |
Canal ÉTICA:
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Ponto |
Princípio |
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1 ET |
Não levantar falso testemunho. |
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2 ET |
Não matar nem ferir (não causar dano). |
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3 ET |
Não roubar. |
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4 ET |
Não desvirtuar as relações sexuais (pederastia, zoofilia, etc.). |
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5 ET |
Não adulterar (adultério físico). |
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6 ET |
Não adulterar (com falsidade) a doutrina, os critérios naturistas, a filosofia, os arquétipos, os arcanos, os cânones, etc. |
Canal SUPRACONSCIÊNCIA DO LEVÍTICO:
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Ponto |
Princípio |
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1 SCL |
Não antepor o parceiro à justiça do Céu. |
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2 SCL |
Não antepor os filhos à justiça do Céu. |
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3 SCL |
Não antepor os pais à justiça do Céu. |
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4 SCL |
Não antepor os próprios interesses à justiça do Céu. |
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5 SCL |
Não antepor os ciúmes à justiça do Céu. |
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6 SCL |
Não antepor o sexo à justiça do Céu. |
Canal PONDERAÇÃO:
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Ponto |
Princípio |
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1 PD |
Ser uma pessoa modesta. |
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2 PD |
Ser uma pessoa pacífica. |
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3 PD |
Ser uma pessoa boa. |
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4 PD |
Ser tolerante, aberta às ideias dos outros. |
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5 PD |
Ser uma pessoa respeitosa. |
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6 PD |
Ser uma pessoa filantropa, com capacidade de dar amor. |
“Dizendo: Damos-te graças, Senhor Todo-Poderoso, Aquele que és, que eras e que hás de vir, porque tomaste o teu grande poder e reinaste”.
Apocalipse 11:17
Todas as aspirações do Céu não são mais do que fazer com que as pessoas se preencham com os arquétipos da moral. A partir daqui, já estamos às portas do paraíso. Este é o princípio de uma empatia suprema para com todos os seres que compõem o Universo, sejam seres humanos, animais ou a própria Natureza.
“E as nações iraram-se, e a tua ira veio, e o tempo de julgar os mortos, e de dar a recompensa aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, aos pequenos e aos grandes, e de destruir os que destroem a terra”.
Apocalipse 11:18
A nova consciência do Homem traz-nos a boa nova e a paz na terra aos homens de boa vontade.
Assim, as nações que foram submetidas enchem-se de ira, e a ira de Deus, perante a injustiça, cai sobre os ímpios e opressores. O estado de solidão e silêncio, com o corpo no pó da terra e a alma no Jade ou limbo, abre-se à experiência de uma nova vida na Terra, mediante um processo de reencarnação. É assim que os mortos são julgados (apenas os que se encontram no Jade), e as suas almas são transformadas pelo oleiro, Deus, que molda o vaso, o corpo, com o barro que lhe corresponde (estrutura genética da fisionomia e elementos da consciência moral e da metafísica, algo implícito na alma).
‘E de dar recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos’, atribuindo a cada um a posição que lhe corresponde. Poder-se-ia comparar esta relação com o sentido da justiça, a qual tem um propósito e atua segundo o seu próprio princípio. Assim, é possível que, a partir do indivíduo, a roda dos acontecimentos conduza ao fortalecimento de uma sociedade baseada na justiça e no amor para com os outros.
‘E aos que temem o seu nome’. Trata-se de respirar o espírito da corrente que orienta a doutrina de Deus, expressa nos arquétipos da moral, sem distinção entre pequenos e grandes.
‘E de destruir os que destroem a terra’. O que reina agora no mundo é uma economia de saque. As inter-relações com a Natureza estabelecem-se sempre no sentido de a dominar e de explorar as suas riquezas. E, onde quer que se instalem as ambições, acaba-se por destruir tudo.
“E o templo de Deus foi aberto no céu, e a arca do seu pacto foi vista no templo. E houve relâmpagos, vozes, trovões, um terramoto e grande saraiva”.
Apocalipse 11:19
Compara-se a vida terrena com os princípios do Céu, e o pacto de Deus com o Homem consuma-se, convertendo-o numa roda mais da grande máquina do Céu. E houve:
- ‘Relâmpagos’: definem a existência de um caminho de luz, de conhecimento, rumo à elevação.
- ‘Vozes’: manifestam a entrada na vida, onde se dão gritos de júbilo.
- ‘Trovões’: são a ação suprema da natureza do novo Homem, que alcança a harmonização, em interação com os influxos cósmicos, fotões e vibrações que atuam através do Sistema Energético da Puntura, enfrentando de forma plena os desequilíbrios e as doenças do organismo
- ‘Um grande terramoto’: pela mão da eficácia terapêutica da medicina alquinaturista, gerar-se-á um grande movimento de procura por estas terapias naturais.
- ‘E grande saraiva’: o carácter essencial desta arte mágica, que busca o elixir da longevidade, permite congelar a morte, representada pela água em termos pejorativos, tal como a temos explicado nos capítulos anteriores.

